O CAMINHO DO PENTA
Como o Brasil conquistou quatro títulos mundiais no futebol

O futebol-arte
consegue o seu
primeiro título


O zagueiro Bellini levanta pela primeira vez a Taça Jules Rimet, imortalizando o gesto
1958A Suécia é uma doce lembrança. Foi lá que o Brasil obteve a primeira conquista mundial. A Copacomeçou a ser ganha fora de campo com a extrema astúcia do chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho. Nem psicólogo faltou no grupo.
De quebra, a Seleção reuniu craques como Garrincha, Didi, Nilton Santos, Djalma Santos e o garoto Pelé, de 17 anos. Vicente Feola comandou o time e soube se curvar à opinião dos jogadores, que impuseram as escalações de Garrincha e Pelé.
A Seleção não decepcionou contra a Áustria (3 x 0), Inglaterra (0 x 0), URSS (2 x 0) e País de Gales (1 x 0) nas quartas-de-final; massacrou a França (5 x 2) nas semifinais; e faturou o título sobre a Suécia (5 x 2), no dia 28 de junho de 58, em Estocolmo. Pelé, que fez três gols na final, nascia como o ‘‘rei do futebol’’. O futebol brasileiro, enfim, conquistava o mundo com sua arte.
O capitão Bellini levantou pela primeira vez a Taça Jules Rimet e imortalizou um gesto que seria repetido outras vezes. O time-base: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Vavá, Pelé e Zagalo. Ainda jogaram: o endiabrado Garrincha, Castilho, De Sordi, Mauro, Oreco, Dino Sani, Zózimo, Joel, Moacir, Mazzola e Pepe.
Chile: Brasil
mantém a base
e leva a Taça

Arquivo FolhaMauro comandou o time do bi
1962Em time vencedor não se mexe. Essa afirmação se confirmou na Copa do Chile. Com pequenas mudanças na delegação, o Brasil pôde manter sua supremacia no futebol mundial pela segunda vez. Paulo Machado de Carvalho continuou à frente da Seleção com a mesma disciplina. Vicente Feola, o técnico de 58, foi substituído por Aimoré Moreira.
Na estréia no Mundial, somente dois campeões não estavam em campo: Bellini e Orlando. Em compensação, o rei Pelé e o irreverente Garrincha estavam lá. Nem mesmo a distensão que tirou Pelé do restante da Copa, no segundo jogo, deteve o Brasil.
Comandado por Zito e Didi, o Brasil superou os adversários. Garrincha jogou como nunca no ataque, enlouquecendo as defesas. A campanha: Brasil 2 x 0 México; Brasil 0 x 0 Tchecoslováquia; Brasil 2 x 1 Espanha; Brasil 3 x 1 Inglaterra; Brasil 4 x 2 Chile e Brasil 3 x 1 Tchecoslováquia (17/6/62).
Coube ao capitão Mauro levantar a Jules Rimet pela segunda vez. O time-base: Gilmar; Djalma Santos, Mauro, Zózimo e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Amarildo e Zagalo. Jogaram ainda o rei Pelé, Castilho, Jair, Bellini, Jurandir, Altair, Zequinha, Mengálvio, Jair da Costa, Coutinho e Pepe.Time inesquecível
dá show de bola
no México: taça
é nossa mesmo!
Carlos Alberto Torres, o grande capitão do tri1970O Mundial do México mexeu com o Brasil. O País parou para torcer pela Seleção numa gigantesca ‘‘corrente pra frente’’. A ditadura militar dominava o Brasil, queria influir até na Seleção e forçou a saída do técnico João Saldanha para a entrada de Zagallo.
Menos mal que as teorias de Zagallo - Pelé e Tostão não poderiam jogar juntos - caíram por terra. E as ‘‘feras do Saldanha’’ - como ficou conhecida a Seleção que venceu todos os jogos das eliminatórias - fizeram a mais bela campanha do País num Mundial. Craques como Gerson e Rivelino, que haviam ido à fracassada Copa de 66, tinham talento e garra de sobra.
É bem verdade que o Brasil saiu desacreditado para o México em função da teimosia crônica de Zagallo, que preferia Dario a Tostão. Mas a astúcia dos craques prevaleceu e a Seleção jogou como nunca. Pelé, mostrando que não estava acabado, conquistou o México.
Foram jogos inesquecíveis: Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia; Brasil 1 x 0 Inglaterra; Brasil 3 x 2 Romênia; Brasil 4 x 2 Peru e Brasil 3 x 1 Uruguai. E na grande final (21/6/70) a Seleção arrasou a Itália por 4 x 1. O capitão Carlos Alberto levantou a Jules Rimet - roubada e derretida - em definitivo para o País. O time tricampeão: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gerson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivelino. Ainda estavam no grupo: Ado, Leão, Zé Maria, Baldocchi, Joel, Fontana, Marco Antonio, Paulo César, Roberto, Dario e Edu.Nos EUA, foram
sete partidas,
nenhuma derrota
e pouco brilho
Arquivo FolhaDunga foi o primeiro brasileiro a erguer a Taça FifaA Seleção Brasileira conquistou o tetracampeonato mundial de futebol na Copa dos Estados Unidos-94 com uma campanha invicta. Foram sete jogos com cinco vitórias e dois empates - o último deles o dramático 0 x 0da final com a Itália, decidida nos pênaltis (4 a 3). O Brasil, do técnico Carlos Alberto Parreira e do auxiliar-técnico Zagallo, estreiou na contra a Rússia no dia 20 de junho. Demorou para se acertar em campo, mas acabou saindo com uma vitória de 2 x 0 (Romário e Raí)
O segundo jogo (24/6) no caminho do tetra foi Camarões. Num lançamento de Dunga, Romário fez 1 x 0 abrindo o caminho da vitória de 3 x 0 - a mais tranquila de todas. Márcio Santos e Bebeto completaram o placar. Na última partida desta fase (28/6), o Brasil só empatou com a Suécia por um gol, marcado por Romário, e garantiu passagem às oitavas-de-final.
Nas oitavas-de-final (4/7), a Seleção enfrentou os anfitriões Estados Unidos. Apesar das expectativas de goleada brasileira, o time de Parreira venceu por apertado 1 x 0 (Bebeto). O Brasil fez sua melhor atuação na Copa diante da Holanda, nas quartas-de-final (9/7). Romário e Bebeto fizeram 2 x 0. A Holanda empatou. Branco, de falta, fez 3 x 2.
A Suécia cruzou o caminho do Brasil pela segunda vez nas semifinais (13/7), e se deu mal. Romário fez o gol da vitória.
O tão sonhado tetra aconteceu na final contra a Itália. Formação básica: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco; Dunga, Mauro Silva, Raí (Mazinho) e Zinho; Bebeto e Romário.

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