Tudo começou como uma brincadeira entre amigos de escola, em 2008. Cerca de 20 jovens resolveram trocar as monótonas tardes de domingo em frente à televisão para praticar futebol americano, sem compromissos. Conhecido nos Estados Unidos como 'footbal', o esporte é um dos mais populares na terra do Tio Sam. Mas o Brasil ganha cada vez mais adeptos e calcula-se que existam cerca 66 times profissionais em atividade.
Em Londrina, o grupo formado por amigos agora busca status de profissional. São 22 jogadores se reúnem todos os domingos entre as 15 e 18 horas para treinar no aterro do Lago Igapó 2. Segundo o estudante de direito, Tiago de Assis Pereira, o time é dividido em 11 homens no ataque e outros 11 na defesa. O principal objetivo é atravessar o campo com a bola para marcar pontos.
''Ele se confunde muito com o rúgbi. A diferença é que no rúgbi o corpo a corpo é mais o importante. A regra não permite também jogar a bola para frente. Só pode correr e arremessar para a defesa. No futebol americano pode correr a lançar adiante'', explica Pereira, que joga como ''guard'', que é o protetor do ''quarter-back'' - uma espécie de cérebro do time, responsável por armar as jogadas.
Uma das sete equipes ativas no Paraná, o Londrina Bristol Backs tem agora o objetivo de comprar equipamentos para todos os jogadores. Pereira explica que é essencial ter o ''shoulders'' (ombreiras) e ''helmets'' (capacete) para disputar partidas oficiais. Atualmente o time disputa apenas amistosos, sendo os mais recentes contra Maringá e os curitibanos do Crocodilles, este profissional.
''Cada jogador custa em termos de equipamentos cerca de R$ 1,2 mil. Isso é o que dificulta'', explica Pereira, que costuma organizar rifas e ''pizzadas'' para angariar fundos. Até dezembro, o grupo quer montar uma Oscip (Organização de Sociedade Civil de Interesse Público), o que permitiria pedir patrocínio para empresas privadas.
Leonardo Menezes, o Porã, está há quase dois anos treinando e explica que não é necessário ter porte físico avantajado para praticar o futebol americano. ''Os recebedores (wide receivers) e os corredores (running backs) precisam ser magros, ter velocidade'', conta. Mas a falta de equipamentos aumenta a possibilidade de lesões, por isso é necessário ter todos os aparatos antes de galgar espaço entre times profissionais.

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