O adeus do Fenômeno
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segunda-feira, 06 de junho de 2011
Das Agências 
São Paulo - A vitoriosa história de Ronaldo Nazário na seleção brasileira tem seu último capítulo hoje. Ao todo, ele disputou 104 jogos pela seleção, com 73 vitórias, 22 empates e nove derrotas. Foram 67 gols marcados, sendo 15 apenas em Copa do Mundo, o que o coloca como o maior artilheiro da história da principal competição do futebol. Também somou títulos, principalmente os da Copa do Mundo de 1994 e 2002.
Merecidamente, Ronaldo será homenageado no amistoso da seleção brasileira contra a Romênia hoje, às 21h50, no Pacaembu, em São Paulo. De acordo com o técnico Mano Menezes, o Fenômeno entrará em campo aos 30 minutos do primeiro tempo e ficará até o final da etapa, quando acontecerá outro tributo ao ex-atacante, que se aposentou dos gramados em fevereiro quando jogava pelo Corinthians.
A série de eventos alusivos à despedida de Ronaldo teve início ontem à tarde. Ronaldo recebeu uma homenagem do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, pelos serviços prestados à seleção brasileira ao longo da carreira.
Ao chegar ao evento no Hotel Caesar Park, onde a seleção está concentrada, em Guarulhos (SP), Ronaldo falou rapidamente com os jornalistas. Perguntado sobre o que o torcedor poderia esperar dele no amistoso, o já aposentado atacante respondeu: ''Tem que ver o que se pode esperar dos jogadores, eu já fiz a minha parte. É minha despedida''.
Como lembrança, Ronaldo recebeu um relógio personalizado de uma das patrocinadoras da CBF, Parmigiani, avaliado em R$ 200 mil. E ouviu inúmeros elogios no discurso de Ricardo Teixeira. ''Na minha gestão como presidente da CBF, você foi o melhor jogador que passou pela seleção brasileira'', chegou a dizer o dirigente, que ocupa o cargo desde 1989.
''A minha história com a seleção foi uma história maravilhosa do início ao fim. Vitórias, derrotas, muitos gols, alegria, tristeza. Eu que tenho que agradecer'', discursou Ronaldo, chegando a comparar a honra e o desafio de jogar pela seleção com a possibilidade de lutar pelo Exército brasileiro para defender o País numa guerra.
Numa rápida entrevista, Ronaldo também falou sobre a emoção dessa despedida. ''Estou me tremendo todo de nervoso, emocionado'', admitiu o astro de 34 anos. ''Seria um sonho me despedir fazendo gol. Para isso, já comentei com os amigos da seleção: chegou dentro da área é para cair. E eu ainda tenho que fazer o pênalti, o que não é fácil.''
No final da tarde, Ronaldo participou do treino recreativo da seleção no palco do amistoso de hoje à noite.
Ansiedade
O meia londrinense Jadson não esconde a ansiedade de poder participar da despedida de um ídolo. Ainda adolescente, o jogador do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia viu pela televisão Ronaldo garantir para o Brasil o pentacampeonato mundial na Copa de 2002. Hoje, ele vai estar em campo ao lado do antigo inspirador.
''O Ronaldo é um dos maiores jogadores que o Brasil já teve. Se tiver a oportunidade de jogar ao lado dele será um sonho. Em 2002 eu tinha 16 anos e vi ele se destacando na Copa do Mundo'', contou o meia londrinense. (Colaborou Thiago Mossini)
EM SÃO PAULO
Brasil
Victor; Maicon, Lúcio, David Luiz e André Santos; Sandro, Henrique, Elias e Robinho; Neymar e Fred. Técnico: Mano Menezes
Romênia
Tatarusanu; Tamas, Rat, Sapunaru e Papp; Sanmartean, Muresan, Torje e Bourceanu; Mutu e Marica. Técnico: Stefan Iovan (interino)
Árbitro: Sergio Pezzota (ARG)
Estádio: Pacaembu
Horário: 21h50


