Rio, 08 (AE) - O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Alberto Nuzman, apontou hoje o principal problema dos organizadores da Olimpíada de Sydney. "Como acontece em toda Olimpíada, os australianos estão enfrentando dificuldades com o transporte. "Mas eles criaram um sistema que parece ser muito bom; vamos aguardar." Nuzman disse que ainda pode precisar de mais recursos para financiar a ida da delegação a Sydney. Segundo ele, o Brasil deve contar com 230 atletas, 107 deles já estão classificados. Caso esse número se confirme, será a maior delegação brasileira na história, o que deve aumentar os custos do COB. "Em outubro, devemos ter uma estimativa de qual será o gasto total do comitê", afirmou.
Acompanhado do chefe da delegação olímpica brasileira, Marcos Vinícius, Nuzman esteve em Sydney e Camberra, entre os dias 15 de setembro e 1º de outubro, para analisar a organização do evento. "Eles estão realizando competições-testes em todos os locais onde serão disputados os Jogos Olímpicos", afirmou.
O presidente do COB elogiou o estádio de Melbourne, onde serão realizadas as partidas de futebol. Sobre a seleção brasileira de Wanderley Luxemburgo, Nuzman disse que ainda não acertou os detalhes da participação do Brasil com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). "A CBF quer esperar a confirmação da classificação da equipe no pré-olímpico", explicou. O torneio será disputado em janeiro, no Paraná, por seleções de dez países da América do Sul.
Além das instalações, o presidente do COB também analisou a temperatura nas cidades em que a Olimpíada vai ser disputada, pois esteve em Sydney no mesmo período do ano em que vai ocorrer a competição. Nuzmam explicou que os atletas brasileiros devem estar preparados para o frio, pois a temperatura máxima nessa época do ano é de 18 graus. "Por isso, é importante realizar uma aclimatação antes", disse.
Judô - O COB vai tentar aproximar a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) e os judocas, com o objetivo de acabar com a crise surgida antes do Mundial de Birminghan, na Inglaterra. "Vamos buscar um pouco de paz, para que o desempenho dos atletas na Olimpíada de Sydney não seja prejudicado", disse o presidente do COB, Carlos Artur Nuzman, que negou estar realizando uma intervenção na CBJ.
Nuzman reuniu-se com o presidente da CBJ, Joaquim Mamede Júnior, na quarta-feira, para começar a solucionar o problema. "Quando os judocas voltarem do Mundial vou conversar com eles também", afirmou. O presidente do COB disse que não pretende apoiar nenhum dos lados, mas conseguir que as duas partes se entendam, pelo menos até a Olimpíada.
Segundo Nuzman, o COB pode ajudar a confederação financeiramente, caso os atletas precisem de dinheiro para a sua preparação. Ele ressaltou, no entanto, que a CBJ teria de prestar contas de onde estão sendo empregados os recursos fornecidos pelo Comitê.

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