Rio - A escassez de tempo e o impasse judicial sobre a realização das provas de vela na Marina da Glória forçaram o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Organizador dos Jogos Pan-Americanos de 2007 (CO-RIO), Carlos Arthur Nuzman, a fazer um apelo ao ''bom senso'' na tentativa de encontrar uma solução para o caso. O dirigente propôs capitanear um encontro entre todas as partes envolvidas.
''Proponho a todos nos sentarmos para encontrar uma solução de bom senso'', destacou o presidente do CO-RIO. A intenção de Nuzman é conversar, principalmente, com a promotora do Ministério Público Federal (MPF), Gisele Porto, responsável pelo embargo às obras.
De acordo com Nuzman, o tempo para erguer o projeto sonhado pelos organizadores do pan-americano carioca expirou. A única alternativa viável no momento é a construção de instalações provisórias na Marina da Glória.
O presidente do CO-RIO ainda explicou o motivo de ter refutado a possibilidade de as competições de vela ocorrerem no Iate Clube do Rio ou na Escola Naval, opções propostas pelos organizadores e, consequentemente, refutadas. A falta de espaço e a impossibilidade de os locais ficarem à disposição da entidade por quatro meses foram os principais empecilhos.
A briga judicial começou porque os técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não liberaram a autorização às construções, porque estariam em desacordo com as leis de tombamento.

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