Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, defendeu ontem – após receber o convite formal do Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos Olímpicos de 2000, em Sidney – a criação, no País, de leis ‘‘severas’’ para a punição de atletas envolvidos em casos de doping. ‘‘O doping deixou de ser um problema exclusivo do esporte; hoje, é um problema de governo’’, declarou.
Nuzman apoiou a intenção do Comitê Olímpico Internacional de realizar exames de sangue para inibir essa prática em Sidney. ‘‘Todos os tipos possíveis de exame devem ser utilizados’’, afirmou. ‘‘Vamos fazer antidoping de surpresa nos atletas brasileiros já na fase de aclimatação, bater na porta dos quartos mesmo, mas isso não é o bastante.’’ Os testes, segundo Nuzman, deverão ser feitos em laboratórios de Sidney, Montreal ou da Espanha.
Nuzman está mantendo contatos com o Departamento Drugs In Sport, da polícia australiana, para discutir formas de combate ao doping, que, segundo ele, é considerado crime inafiançável na França.
Sidney – Das 32 modalidades esportivas que serão disputadas em SIdney, o Brasil já garantiu, em torneios pré-olímpicos e classificatórios, sua participação em 10: atletismo, canoagem, basquete feminino, futebol feminino, handebol feminino, hipismo, natação, saltos ornamentais, triatlo e vela. Essa fase classificatória deverá ocorrer até agosto de 2000, um mês antes do início da competição. Em Atlanta-96, o País competiu em 17 modalidades e conquistou três medalhas de ouro, três de prata e nove de bronze. Nuzman não quis fazer previsões para SIdney e não divulgou o orçamento do COB para o torneio.

mockup