Números impressionam
Tacna, Peru - Neymar é a sensação do Campeonato Sul-Americano Sub-20 do Peru. Dribles desconcertantes e facilidade impressionante para definir as jogadas já chamaram a atenção do mundo. Recebeu elogios de todo tipo: Neymaradona, Neymaravilha, Diamante foram apenas alguns. Mas, aos 18 anos, o atacante se consolida também como candidato a um dos grandes goleadores da história.
Em apenas dois anos de profissionalismo, já são 62 gols, além da artilharia da Copa do Brasil do ano passado, com 11, e a vice-artilharia do Campeonato Brasileiro também de 2010, com 17. Marcou 56 deles pelo Santos e mais 6 pela seleção brasileira, sendo 1 na principal, 5 na sub-20 e 3 na sub-17. Tudo isso em apenas 109 jogos. Uma média de 0,56 por partida.
Comparar sua marca com a de Pelé, é claro, é covardia. Às vésperas de comemorar 19 anos em 1959, assim como Neymar, o Rei do Futebol já tinha 284 gols oficiais, em 269 partidas disputadas, média de 1,05. Ao final da carreira, atingiria 1.281 gols (somados jogos oficiais e não oficiais) em 1.367 partidas, média de 0,93.
Mas a média de 0,5 de Neymar até o momento se compara, por exemplo, com a de outro craque, também reconhecido mundialmente como um dos maiores: o flamenguista Zico. Com 826 gols em 1.180 partidas, o Galinho de Quintino atingiu média de 0,7.
O genial Mané Garrincha, a Alegria do Povo, cujo estilo o próprio Neymar chegou a comparar, marcou 283 gols em 716 jogos, com média de 0,39. Embora tenha faro de gols superior ao do eterno camisa 7 do Botafogo, o menino santista se espelha nele. ''Pelé não tem comparação. Meu pai já tinha falado alguma coisa sobre o Garrincha, pelo meu estilo de partir para cima e driblar. Acho que o Garrincha é mais o estilo Neymar''.
No ano passado, às vésperas da Copa do Mundo da África do Sul, ao defender a convocação do santista, Zico chegou a dizer. ''Não vou fazer comparação, mas vejo o Neymar surgindo como surgiu o Ronaldo, o Messi. Aquele que surge e já faz as coisas acontecerem''. (W.V./A.E.)





