São Paulo - Mano Menezes assumiu o Corinthians em dezembro de 2007, logo após a queda à Série B. Chegou com a missão de reconduzir a equipe à elite nacional e, de cara, disse que a prioridade seria arrumar a defesa. Em três anos sob seu comando, o setor figurou entre os melhores. Agora, com Adílson Batista, também zagueiro quando jogador, a defesa que tanto fez pelo Alvinegro virou o ponto de desequilíbrio, falhando seguidamente. No segundo turno, nos 15 pontos desperdiçados, houve erro defensivo.
Para se ter noção da queda do setor, já são 13 gols sofridos em nove partidas no segundo turno, média de 1,44 por partida, mais do que o 1,31 da defesa do rebaixamento, com Betão, Zelão e Fábio Ferreira. Nos últimos cinco duelos ela foi vazada por 10 vezes.
Na quarta-feira o Corinthians vencia o Atlético-MG por 1 a 0 e assumia a liderança do Brasileiro quando a defesa resolveu ''entregar'' um triunfo até então tranquilo. William afastou mal e Moacir errou na hora de dar o chutão. A bola foi para escanteio e a cobrança veio na cabeça de Werley, livre: 1 a 0. O segundo gol surgiu em novo cruzamento, agora numa falta boba de Thiago Heleno. Na cobrança, os corintianos saíram da área, para fazer linha de impedimento, mas Thiago Heleno correu para trás de deixou Zé Luís em condições: 2 a 1.
Curiosamente, o jogador do Cruzeiro foi o único pedido de Adílson Batista atendido pela diretoria para reforçar o elenco. Chegou e, desde sua estreia, o time não ganhou mais. ''Tem gente que vê fantasma em algumas coisas, eu trabalho normalmente. O Thiago esperou sua chance chegar, entrou e o time não ganhou, mas não é o responsável, ele está jogando bem. E se o contratei é porque vi potencial'', defendeu o treinador, também satisfeito com William. ''Ele e o Thiago trabalharam direitinho'', garantiu, fazendo vistas grossas às falhas.
Para o jogo de domingo contra o Atlético-GO, o treinador não deve contar com Roberto Carlos, que vem jogando no sacrifício por conta de dores musculares.

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