Novo vice da CBF não crê em corrupção
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Marcio Dolzan<br> Agência Estado 
Rio - Eleito ontem como vice-presidente mais velho da CBF, o coronel da reserva da Polícia Militar do Pará Antônio Carlos Nunes se tornou o primeiro na linha de sucessão ao cargo de presidente da CBF. E, como tal, disse que se sente preparado para assumir o comando do futebol brasileiro. "Seria leviano dizer que não estou preparado, que vou me esconder pra isso. Quem está na chuva é pra se molhar", disse o coronel, que preside a Federação Paraense de Futebol há seis mandatos.
Nunes se disse "amigo de muitos anos" de Marco Polo Del Nero, mas desconversou quando questionado se acreditava na inocência do cartola, investigado pela Fifa e pela Justiça norte-americana. "Não tenho acesso aos autos", declarou.
Bacharel em Direito, Nunes diz que não existe corrupção no futebol brasileiro. "Acredito que não. Nunca vi. Não tenho conhecimento. Não sei se alguém não teve coragem de chegar perto de mim", assegurou.
O coronel também se disse surpreso com a repercussão que atingiu o processo eleitoral. "Eu fiquei surpreso que uma simples eleição para preencher uma vacância de cargo de vice-presidente tivesse esse barulho todo, rolou pela Justiça", afirmou. Mas Nunes tem uma opinião sobre a razão disso. "É público e notório: foi porque era para a vaga do José Maria Marin. Aí acaba virando noticiário no mundo inteiro".
Apesar de o coronel Antônio Carlos Nunes ter sido eleito e já empossado vice-presidente da CBF com a anuência de 44 dirigentes, a eleição segue sendo considerada irregular por alguns cartolas. Ednaldo Rodrigues, que é presidente da Federação Baiana, e dois dos vice-presidentes da CBF, Delfim Peixoto e Gustavo Feijó, insistem que o estatuto da entidade foi infringido. Para Peixoto, houve um golpe.
"Lógico que foi golpe. Ah, foi uma jogada política. Jogada política, foi golpe!", afirmou Delfim, logo após a assembleia. "O Marco Polo (Del Nero, presidente licenciado) quer saber se ele vai continuar mandando. Ele está fora, mas está mandando. Todo mundo sabe. Todo mundo que está aí é gente dele. É gente que segue o que ele manda".


