O Londrina já elegeu a prioridade para este início de trabalho visando a Série C do Campeonato Brasileiro: o novo técnico. A escolha do treinador que se encarregará de reconduzir o Tubarão ao segundo escalão do futebol nacional será o ponto de partida para a definição do grupo de jogadores.
''Preciso definir rápido o nome do técnico. Não adianta ir contratando jogadores e depois trazer o treinador. E se ele não gostar de determinado atleta? O cara fica encostado aqui e o clube pagando os salários'', explicou o presidente Agostinho Miguel Garrote.
Pelo discurso do cartola, uma coisa é certa: Zezito não ficará no clube. A confirmação não foi dada ainda pela diretoria, mas a Folha apurou que o estilo do treinador não bate com o que o alto escalão do clube espera e tem como modelo para uma competição como a Série C, que é ''marrenta'', segundo os dirigentes. ''O Zezito é um grande técnico, um grande profissional e trabalha muito'', esquivou-se Garrote.
Lista Alguns nomes circulam nos corredores da sede do clube no Estádio VGD, a maioria de quem já se sentou no banco de reservas alviceleste. Val de Mello, ex-Rio Branco, já se ofereceu. Outros nomes cogitados são os de Freitas Nascimento e Abel Ribeiro.
O último é o grande favorito por vários motivos. Primeiro, pelo bom trabalho que fez no Tubarão no ano passado. Mesmo não conseguindo evitar o rebaixamento na Série B, foi o único que conseguiu arrancar um pouco de futebol do time. Segundo, por ter um amplo conhecimento do futebol do Sul do País, onde se concentram os possíveis adversários do Londrina até as fases decisivas da Série C. Terceiro, seu nome é bem visto entre torcedores e imprensa, o que evitaria um pouco da pressão. O que pesa contra Ribeiro, no entanto, são os jogadores que poderiam vir com ele, que, para a direção alviceleste, seriam todos ''caros para os padrões do clube''.
O treinador disse ontem à Folha, por telefone, que ainda não foi procurado por ninguém do Londrina, mas que não vê problemas em voltar a dirigir o clube, mesmo tendo uma dívida pendente ainda do ano passado. ''Se tiver uma boa proposta de trabalho, volto sem problemas. Depende do que a diretoria pensa em relação ao trabalho, time bom e competitivo'', apontou Ribeiro.
Quanto ao medo de o técnico querer somente jogadores caros, Ribeiro deu uma demonstração de que a diretoria está enganada. Garrote afirmou domingo que deve gastar com o time mensalmente cerca de R$ 200 mil. ''Acredito que com R$ 100, R$ 150 mil você pode brigar para subir. Basta formar o time com jogadores que você conhece e ter um grupo igual, que queira vencer. Não adianta pagar mais para três ou quatro que eles não vencerão sozinhos'', comentou Ribeiro, que com uma folha mensal de R$ 33 mil, levou o Veranópolis à fase semifinal do Gaúchão.
Renovação A partir de hoje Garrote começa a ouvir individualmente os planos dos jogadores para o segundo semestre. ''Preciso ouvir as intenções de cada um para depois fazer a proposta do clube. São quatro meses e meio até o início da Série C''.

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