São Paulo - A diretoria do Palmeiras ainda não acertou a contratação do novo treinador, mas já tem o perfil do comandante da equipe para o Campeonato Brasileiro. Além do velho discurso de um ''agregador e motivador de jogadores'', o futuro técnico não poderá indicar reforços e terá de incluir no elenco jogadores formados nas categorias de base.
''Não aceitaremos indicações do treinador. Trazemos os jogadores solicitados, depois ele vai embora e os jogadores ficam'', comentou o diretor de Futebol Salvador Hugo Palaia. ''O presidente (Affonso Della Monica) e eu chegamos à conclusão de que a solução está nas categorias de base'', apontou.
O não aproveitamento dos atletas revelados pelo clube foi uma das críticas feitas ao trabalho de Candinho, que se defende. ''Não podia utilizar os jogadores do Palmeiras B, porque estão disputando a Série A3 do Paulista.''
Mais modificações também ocorrerão na comissão técnica. Além da demissão do preparador físico Moraci Sant'Anna, mais gente pode sair. Nos próximos dias, os médicos Fúlvio Rosseti e Vinícius Martins - que ainda não conseguiram recuperar o colombiano MuÀoz - devem perder o cargo. ''Chegou a hora de mudar muita coisa aqui dentro'', ameaçou Palaia.
Os próprios jogadores podem sentir a fúria do dirigente. Diego Souza, que fez gestos irônicos para a torcida ao ser substituído, na derrota para o Santo André, por 2 a 1, quarta-feira, foi duramente criticado. ''Ele jamais poderia ter feito aquilo. A torcida merece respeito'', apontou, sem dar como certo seu aproveitamento no Brasileiro. ''Depende do novo treinador. Mas ele tem espaço no Palmeiras... pode jogar na equipe B.''
Candinho Ao contrário das despedidas polidas e bem-educadas que marcam o fim do trabalho dos treinadores de futebol, Candinho não poupou críticas à diretoria do Palmeiras e à estrutura do clube em seu último dia na Academia de Futebol. ''Estava pagando uma conta que não era minha. Não ia ficar esperando ser mandado embora e me antecipei'', contou.

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