Novo técnico do basquete faz o tipo linha-dura e 'boleirão'
São Paulo "Estou sempre à sombra do meu irmão, é normal", disse Aleksandar Petrovic, novo técnico da seleção masculina de basquete à reportagem. "Mas fiz das minhas em quadra." O croata, de 58 anos, já se habituou a ser lembrado como o irmão de uma lenda. Morto em acidente de carro em 1993, aos 28 anos, o ala-armador Drazen Petrovic foi um dos maiores da história.
Houve um tempo, todavia, em que a relação entre eles era inversa. Cinco anos mais velho, Aleksandar, ou "Aco" (lê-se "Atso") para os familiares, era o ídolo do caçula.
Jogando pela Iugoslávia, Petrovic enfrentou a seleção brasileira diversas vezes. "Eram partidas muito divertidas. O Brasil sempre jogava aberto. Era o tipo de jogo que combinava com o nosso estilo, já que queríamos ter a bola nas mãos", disse.
Dirigiu a seleção da Croácia em três ocasiões. Por clubes, passou por Espanha, Itália, Lituânia e Polônia. Também é conhecido por falar a língua dos jogadores -faz o perfil "boleiro". Ao mesmo tempo, concilia personalidade carismática com a fama de linha-dura.
Em seus melhores trabalhos, se impôs no vestiário sem pender ao autoritarismo. Como em sua terceira passagem pela seleção croata, encerrada em setembro. Na Rio-2016, seu time perdeu nas quartas de final para a Sérvia. Na primeira fase, liderou o Grupo B. Bateu, inclusive, o Brasil por 80 a 76. Por ter enfrentado a seleção no ano passado, já tem uma radiografia da atual geração: "Estou preparado". (Giancarlo Giampietro/Folhapress)





