Novo revés liga alerta do vôlei masculino
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domingo, 27 de julho de 2008
Agência Estado 
Rio - No ginásio que o Brasil queria, o Maracanãzinho, a seleção masculina de vôlei amargou vários recordes negativos na Liga Mundial. A competição acabou ontem, com o título dos Estados Unidos e os favoritos brasileiros apenas na quarta colocação brasileira, após derrota por 3 a 1 para a Rússia (25/23, 25/19, 23/25 e 25/19). É o pior resultado desde 1998, quando a seleção era dirigida por Radamés Lattari.
Essa foi apenas a segunda vez que o time comandado por Bernardinho emendou duas derrotas consecutivas - a primeira, seis anos atrás, ocorreu contra a Polônia, fora de casa. Naquele ano, o Brasil perdeu para a Rússia pela última vez, em Belo Horizonte, na final da Liga. Para completar o tripé de dissabores, havia sete anos que o Brasil não ficava de fora de uma decisão da Liga, e nunca havia ficado fora de um pódio em mais de 20 competições sob o comando de Bernardinho.
O que torna a situação preocupante é a proximidade dos Jogos Olímpicos, há 10 dias da cerimônia de abertura. ''Não somos imbatíveis como se diz por aí. Estamos sujeitos a derrotas'', explicou o meio-de-rede André Heller. ''Agora está tudo empatado para Pequim: Brasil, Estados Unidos, Sérvia, Rússia, Itália e Bulgária. São todos favoritos'', disse Gustavo, 32 anos, que se despede da seleção depois da Olimpíada.
O tropeço na semifinal de sábado diante da ''pedra no sapato'', como é chamado o time dos Estados Unidos por Bernardinho, tirou os brasileiros dos eixos. ''O emocional interferiu, sim. Não consegui recuperar o time'', reconheceu o treinador, que preferiu valorizar os acertos. ''Marcamos muitos pontos de bloqueio e saque. Mas cometemos erros no ataque, que é o nosso forte'', resumiu. Ele aproveitou a queda do trono da Liga Mundial para usar um pouco do seu discurso motivacional. ''Os próximos dias serão do silêncio. Vamos ter insônia, ruminar a derrota.''
O Brasil entregou mais que um set em erros à Rússia. Foram 26 falhas que resultaram em pontos aos rivais. ''Vencemos porque o Brasil errou muito e jogamos muito bem'', disse Vladimir Alekno, técnico russo.
Houve quem visse o lado bom na desastrosa participação brasileira na Liga deste ano. ''A realização da fase final no Brasil deu um lucro substancial'', comemorou o confiante Ary Graça Filho, presidente da Confederação Brasileira de Vôlei.


