Curitiba - Escolhido pelo colegiado dos vice-presidentes da Federação Paranaense de Futebol (FPF) para comandar a entidade até a realização das próximas eleições, previstas para abril do ano que vem, Aluízio Ferreira promete revolucionar a administração. Destacando a importância da informatização e a necessidade de valorizar clubes e ligas, o novo presidente destaca que tem como principal objetivo sanear as contas da entidade.
Conciliador, Ferreira pretende se reaproximar do maior desafeto da FPF, além de aumentar a receita dos filiados com a valorização do Campeonato Paranaense. Confira a entrevista exclusiva à FOLHA:
Clubes
''Cada um tem sua importância porque é preciso ter clubes grandes, senão não se tem um campeonato bom; mas se não tiver os pequenos não se completa o campeonato. Todos são compostos por clubes de elite, médios e da retaguarda e muitos destes sobem, como subiu o Paranavaí, o Londrina muitas vezes, o Maringá, o Operário, o Rio Branco. Mas, por mais que tenham uma boa torcida, não vão chegar aos pés da torcida do Atlético, do Coritiba ou do próprio Paraná. Então a importância de cada um se define por seu tamanho, pela região que ele atinge. E como o Paranavaí foi campeão este ano todo clube do interior pode se considerar capacitado para ser campeão também, o que é bom''.
Apoio financeiro
''Estamos trabalhando na venda do campeonato para fazer um bom negócio para todos os clubes. Não acompanhei as transações anteriores mas posso dizer que cada clube terá a fatia que realmente é dele. A federação tem contrato com a RPC por três anos, e só um foi cumprido. A Record tem interesse também e fez uma boa proposta. A gente já conversou com os dirigentes das emissoras até porque somos livres para negociar. E se aparecer mais um interessado vamos ouvir a proposta. É assim que quero proceder com os clubes e com as ligas. Acho que a federação tem sempre que tentar satisfazer os interesses de todos os clubes''.
Atlético
''Para ser bem claro, já conversei aqui na federação com um dos advogados do Atlético e não vejo mal nenhum. O Atlético teoricamente não gosta da federação mas é um clube filiado, é importante para o Paraná e para a FPF porque representa o estado''.
Planos e metas
''Estamos trabalhando para deixar as dívidas saneadas e administráveis. O objetivo é equilibrar rendimentos e gastos de uma forma em que possamos deixar em dia todos os créditos e débitos daqui para frente. E renegociar o que ficou para trás para não termos mais pressão da Justiça. São dívidas que terão que ser pagas em cinco ou dez anos e quem entrar aqui terá que pagar. Pretendemos que o próximo presidente tenha, por exemplo, dez anos de parcelamento com o INSS, cinco anos com a prefeitura, tudo definido. Este é o objetivo e tenho certeza absoluta que vamos alcançá-lo''.
Eleição
''Pelo estatuto eu posso me candidatar nas próximas eleições, mas o objetivo é deixar para um sucessor. Faço parte de um grande grupo de clubes, ligas e pessoas que com certeza lançará candidato. Vou convergir para onde este grupo for''.
Informatização de registros
''É uma preocupação não só no setor profissional, mas também no setor amador. Temos uma estrutura de 20 anos atrás, manual, sujeita a erros. Cada documento vai para a CBF via malote, Sedex ou carta-registrada. Às vezes a pessoa recebe e não passa para o setor competente. Teve caso em que o mesmo contrato foi enviado três vezes e voltou, sem nenhuma justificativa dizendo o que faltava. Por isso tem que ser algo informatizado, imediato, em que você envie o contrato online e eles já recebam. A CBF tem interesse nisso e quer forçar todas as federações a adotar o mesmo sistema''.

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