Rio - Recém-eleito presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira assumiu o cargo nesta quarta-feira, quando já revelou uma de suas primeiras ações no clube: a tentativa de reintegrar o atacante Emerson, o zagueiro Bolívar e os laterais Julio César e Edilson ao elenco, para salvar o time do provável rebaixamento no Brasileirão.
Considerados os principais jogadores do grupo botafoguense na temporada, os quatro foram encostados pelo presidente anterior, Maurício Assumpção, e, desde então, o técnico Vagner Mancini tem sofrido com a carência de peças na equipe.
"Ainda não sei se eles têm contrato. A ideia é reintegrá-los ao grupo. Temos dois jogos decisivos e vamos fazer de tudo para evitar o rebaixamento. Vou fazer o possível para contar com a ajuda dos quatro", avisou Carlos Eduardo Pereira, após a vitória na eleição realizada na noite de terça-feira.
Mas parte do plano do novo presidente não será possível ser realizado, porque Edilson e Bolívar já encerraram seu vínculo com o Botafogo. Emerson e Julio Cesar, por outro lado, ainda estão definindo suas situações. Uma notícia boa é que, mesmo fora do clube, ambos mantiveram a forma em academias visando estarem bem para a próxima temporada.

VITÓRIA


Veterano nos corredores de General Severiano, Carlos Eduardo Pereira liderou a chapa "Oposição Unida" na eleição, na qual recebeu 442 votos do total de 1.225. Assim, ele vai ficar à frente do clube pelo triênio 2015/2016/2017. Membro ativo do Conselho Deliberativo, o empresário de 56 anos estava em sua segunda candidatura à presidência do Botafogo.
Maurício Assumpção não conseguiu emplacar um candidato e, de tão impopular, sequer apoiou qualquer uma das quatro chapas. Para evitar protestos, não apareceu para votar. O agora ex-presidente, que ficou seis anos no cargo depois de surgir em 2009 como uma promessa de renovação na política do clube, deixa o Botafogo praticamente rebaixado para a Série B.
A equipe soma apenas 33 pontos e torce por um milagre para se salvar da queda. Além de ganhar os dois últimos jogos - contra Santos e Atlético-MG -, precisa que o Palmeiras perca suas duas partidas, que o Vitória não some mais que um ponto e o Bahia não ganhe seus dois próximos confrontos. Mesmo se tudo isso acontecer, ainda é necessário tirar oito gols de saldo de vantagem palmeirense.

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