São Paulo - Enquanto o presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, deixou o julgamento que provocou o rebaixamento para a Série B, na última sexta-feira, dizendo que o clube iria recorrer à Justiça comum para se manter na elite do futebol brasileiro, o presidente eleito da Lusa prefere manter a cautela. Ilídio Lico, que assume o cargo no dia 3 de janeiro, ainda não sabe se irá se defender fora da esfera esportiva.
"Não é a Portuguesa que está indo para a Justiça comum. O que a gente sabe é o sócio-torcedor e a gente fala: 'Vocês façam o que acham melhor'. A gente como dirigente não iria para a Justiça comum porque a gente precisa ouvir o departamento jurídico e como não assumi ainda não posso responder sem parecer do departamento jurídico", explicou Ilídio Lico.
Ele também indicou que deve dispensar o advogado Osvaldo Sestário Filho, que defendeu a Lusa no julgamento que culminou com a suspensão de dois jogos ao meia Heverton, mas que não teria comunicado o clube sobre o fato. Foi a escalação irregular do jogador na última rodada do Brasileirão que fez a Portuguesa perder quatro pontos e ser rebaixada - o que salvou o Fluminense da queda. "Claro que esses erros têm que ser analisados. O prejuízo está sendo muito grande", comentou Lico, sem citar nominalmente o advogado.
Com o rebaixamento definido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), após derrota nos julgamentos em primeira e segunda instância, a Portuguesa já começa a pensar 2014 de forma diferente. O clube terá uma redução significativa nos valores a receber pelos direitos de transmissão da tevê e, assim, deverá ter um elenco muito mais barato.

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