Novo nome da Portuguesa faz estragos na diretoria do LEC
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quarta-feira, 31 de maio de 2006
Thiago Mossini<br>Reportagem Local 
A mudança de nome de Portuguesa Londrinense para Grande Londrina trouxe consequências para o Londrina. A alteração confirmou o que sempre foi evidente: os ex-presidentes não se suportam.
Um indício já havia sido dado na posse do atual dirigente, Peter Silva. Apenas Agostinho Garrote, que é vice-na atual gestão, compareceu. Na festa do cinquentenário, poucos foram vistos. E agora, com a mudança de nome do rival, outros dois recebem o título de ''persona non grata''.
Os dois novos ''inimigos'' do Londrina são Marcelo Caldareli e Dorival Pagani. A iniciativa foi tomada pelo também ex-presidente Mauro Viotto. Ele propôs a punição, que foi aprovada por unanimidade na última reunião dos conselheiros. A atitude fez explodir um festival de lavagem de roupa suja pela imprensa. Na falta de assuntos sobre o time, a cada dia um personagem envolvido na história dá sua versão.
Há dois anos Pagani é diretor de futebol da Portuguesa. Já Caldareli, cedeu seu hotel para a reunião e anúncio da mudança de nome da Lusinha, mas garante que não tem vínculo com o clube. ''É impossível tolerar a presença deles em uma reunião de Conselho. Se são nossos adversários, como vamos aceitá-los lá, participando das decisões?'', justificou Viotto.
Pagani se diz surpreso e chateado. ''Não vou brigar, eles tomaram a decisão banal e vou acatar. Dediquei boa parte da minha vida ao Londrina, mas ninguém vai apagar o que fiz. Torço para que essas pessoas que fizeram isso consigam tirar o Londrina do buraco que está'', defendeu-se Pagani.
Já Caldareli está inconsolável. Ele garante que não tem envolvimento com a Portuguesa. ''Não sei que maldade cometi. Nunca denegri a imagem do Londrina. Se não fiz boa administração, é diferente'', disse.
Viotto garante que a decisão não foi tomada por causa da mudança de nome. ''Só fiquei sabendo agora que o Pagani estava na Portuguesa, por isso não tomei a atitude antes'', esclareceu.
O presidente do conselho, Fábio Theóphilo, porém, confirmou que o nome Grande Londrina é o motivador. ''É provocativo. Não somos contra ele (Pagani) estar em outro time, somos contra o nome (do clube)'', revelou, lembrando que pode rever a decisão caso ambos expliquem-se no conselho.


