Se teve um assunto que causou burburinho no grupo com mais de 11 mil torcedores do Londrina no Facebook foi, sem dúvida, o cancelamento de pagamento do sócio-torcedor por meio do boleto bancário. Muitos disseram que não têm outra forma de aderir ao programa, enquanto alguns defendiam apenas o cartão, alegando que o boleto é um formato muito "amador" de cobrança e que gera inadimplência.

O diretor executivo da DataClick, Mauro César Pereira, confirma que atualmente 70% da carteira dos sócios que pagam via boleto são inadimplentes, totalizando seis mil boletos sem pagar. A grande questão é que haverá algumas mudanças em relação à taxa destes boletos, que devem aumentar em 300%. "A legislação determina que, a partir de agora, o Londrina pague a taxa de todos os boletos, inclusive aqueles ainda não quitados. Então, se o torcedor paga um e deixa 11 para trás, o time terá que arcar com isso", explica.

A taxa por boleto é de R$ 9, o que, em um ano, gera um valor de R$ 108. "Pensando na tecnologia, a exclusão dos boletos é um avanço. É um modelo de pagamento caro que até 2020 deve acabar no Brasil. Em contrapartida, ainda estamos estudando outros formatos para resolver isso. Como o parcelamento do sócio em, por exemplo, seis vezes (para diminuir o número de boletos emitidos) ou até gerá-los de forma gradual, ou seja, só é possível que o torcedor pague o próximo se os anteriores estiverem quitados". (V.L.)

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