Novo astro da natação, Dressel quebra dois recordes mundiais no mesmo dia


DEMÉTRIO VECCHIOLI
DEMÉTRIO VECCHIOLI

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O norte-americano Caeleb Dressel voltou a mostrar neste sábado (21) porque é o grande nome da natação mundial na atualidade. No primeiro dia da final da ISL, uma polêmica "liga" de natação que está sendo disputada na Hungria, ele bateu os recordes mundiais dos 50m livre e dos 100m borboleta em piscina curta, de 25 metros. Os dois feitos vieram num período de menos de uma hora.

Primeiro ele melhorou em quase um segundo sua melhor merca nos 100m borboleta e estabeleceu novo recorde de 47s78, se tornando o primeiro homem a nadar a prova na casa de 47 segundos. O antigo recorde pertencia ao sul-africano Chad Le Clos, que fez 48s08 no Mundial de Piscina Curta de 2016. Ele ainda melhorou o recorde norte-americano em 85 centésimos.



Quarenta minutos depois, Dressel voltou à água para melhorar seu próprio recorde mundial dos 50m livre, agora 20s16. O norte-americano já havia batido esse recorde na final do ano passado, com 20s24, e, na semana passada, nadou em 20s28 na semifinal desta temporada da ISL. Agora, três dos quatro melhores tempos do mundo são dele.

E ainda deu tempo de Dressel bater um terceiro recorde na mesma noite, dos 100m livre, mas de seu país, os Estados Unidos. Abrindo o revezamento 4x100m livre, ele marcou 45s18, quinta melhor marca da história. Aqui, porém, vale um parênteses: Nathan Adrian tem 45s08, mas a marca foi feita em 2009 e não vale como recorde americano porque a natação dos EUA escolheu não considerar os tempos feitos naquela ocasião com os trajes tecnológicos.

O dia em Budapeste ainda teve recorde mundial no 4x100m medley feminino (Olivia Smoliga, Lilly King, Kelsi Dahlia e Erika Brown, 3min44s52) e nos 100m costas (Kliment Kolesnikov, 48s58). Ryan Murphy fez a segunda melhor marca da história dos 50m costas, 22s54, deixando o brasileiro Guilherme Guido em terceiro. Guido, aliás, estava disponível, mas não foi escalado para nadar a final.

A ISL reuniu boa parte dos principais nadadores do mundo em Budapeste com promessa de boa remuneração —agora isso está em dúvida, porque a liga vive problemas financeiros. Os atletas foram divididos em dez equipes, que competiram em etapas, cada uma com quatro equipes. As oito melhores passaram à semifinal e, neste fim de semana, quatro disputam a final.



No primeiro dia da decisão, Vinicius Lanza foi o sexto na final dos 100m borboleta, Felipe França, o quarto, e Felipe Lima, o sexto na final dos 50m peito. Além deles, Marco Antônio Ferreira e Guilherme Guido também estão nas equipes finalistas. A competição termina neste domingo (22).

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