O motivo do crescimento no número de árbitros de qualidade na cidade, tem nome: chama-se Héber Roberto Lopes. A rapidez com que o pé-vermelho despontou e chegou à Fifa serviu de inspiração para que jovens se interessassem pela função.
Héber é árbitro badalado. Está entre os melhores do Brasil, ganha espaço internacional e já sonha com o Mundial da Africa do Sul, em 2010. Esta semana participou de uma reunião da Conmebol, em Assunção, no Paraguai. É o espelho dos mais jovens. ''Você vê o Héber, que saiu daqui, e hoje toda a América do Sul o conhece. Isso motiva a gente. Nós nos espelhamos, com certeza'', confessou Antonio Denival de Moraes, que a cada ano ganha mais espaço nas competições nacionais.
Afonso Vitor de Oliveira, que ministra aulas de arbitragem, contou que a cada ano aumenta a procura pelo curso. ''Nós que lecionamos, notamos que depois que o Héber foi para o quadro da Fifa aumentou e muito a procura pelo curso de árbitro. Ele motivou não só Londrina, mas o Paraná de uma maneira geral. Os mais novos pensam: 'vamos lutar para chegarmos o mais próximo dele'. É um espelho'', comentou Oliveira.
Héber reconhece que carrega uma grande responsabilidade nas costas. Ele sabe que muitos jovens que ainda engatinham no apito estão de olho no que ele faz para tentarem seguir seus passos. ''Me considero um espelho, sim. Fico muito alegre por isso, mas, por outro lado, também sei que a responsabilidade aumenta e muito'', confessou.
Se inspira árbitros já com certa experiência, como Denival, Héber é ídolo para quem está começando nos campeonatos profissionais, como Cléber Luís Ludwing. ''Ele saiu ainda garoto da Vila Recreio e hoje está na Fifa, que é o sonho de todo árbitro. Temos que nos inspirar nele, mesmo'', disse.
Sonho - No topo da arbitragem brasileira há um bom tempo, Héber não esconde de ninguém que não se sente realizado. Isso porque tem um sonho a realizar: apitar em uma Copa do Mundo. ''Em nenhuma profissão, quando se está atuando, você pode dizer que está realizado. Para mim, falta um objetivo grande, que é a Copa do Mundo'', contou.
Aos 34 anos, o nome dele é um dos mais fortes para o Mundial da África do Sul, em 2010, mas Héber mantém os pés no chão. Tem concorrentes de peso, como o gaúcho Leonardo Gaciba e o paulista Paulo César de Oliveira. Héber leva vantagem por ter trabalhado no Mundial Sub-17, em 2003. ''Está próxima (a indicação), mas temos concorrentes em bom nível. É claro que tenho que apostar as fichas no meu próprio nome, até pela minha regularidade'', disse.
Finalista do prêmio melhores do Brasileirão, Héber tem um objetivo mais próximo neste intervalo de tempo até a Copa. Quer ser o árbitro brasileiro na Olimpíada de Pequim. (T.M.)

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