A entrevista coletiva após o treinamento da tarde ontem em Foz do Iguaçu reuniu os cinco jogadores que foram convocados pela primeira vez para a Seleção Brasileira na ‘‘era Luxemburgo’’.
E, nas declarações de todos eles, a palavra de ordem foi ‘‘aproveitar a oportunidade’’.
O zagueiro Edmílson, já negociado pelo São Paulo junto ao Arsenal, da Inglaterra, foi categórico: ‘‘Estou orgulhoso por estar aqui, importante é trabalhar para o grupo, quem for escalado certamente será bem aproveitado, mas quero me firmar como titular’’, disse ele, que ontem ainda lamentava a perda do título da Copa do Brasil para o Cruzeiro, na noite anterior, no Mineirão, mas bastante alegre por apresentar-se à Seleção no dia em que completou 24 anos.
Fábio Luciano, do Corinthians, que lutará com Edmílson por uma vaga na defesa, também foi enfático: ‘‘Respeito o Edmílson, o Antônio (Carlos), mas vou fazer um bom trabalho aqui para, se possível, sair jogando contra o Paraguai’’.
Sempre reservado e tímido, o lateral-esquerdo Júnior, do Palmeiras, revelou que conversou com o técnico Luxemburgo e sentiu a necessidade de a Seleção conquistar uma vitória em Assunção para compensar o tropeço diante do Uruguai no Maracanã.
Marques, do Atlético Mineiro, tem uma chance de ouro: afinal, dos 11 atacantes que atuaram nas quatro partidas disputadas até agora pelo Brasil nas Eliminatórias nenhum marcou gol. ‘‘Acima de tudo, quero ter personalidade para a ajudar o time’’, disse Marques.
Djalminha, campeão espanhol pelo La Coruña, foi diplomático em suas declarações: ‘‘Sei que a responsabilidade de devolver confiança ao torcedor é imensa, mas estou pronto para ajudar o grupo com o que tenho de melhor’’, disse ele. ‘‘Não importa se jogando na armação ou encostando mais nos atacantes: a preferência de como jogar não é minha; é do treinador e, principalmente, da Seleção.’’ (Rogério Fischer)

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