Edson Vieira chegou a um chamado clube grande, o desejo de 10 entre 10 futebolistas. Como jogador defendeu o Botafogo, onde teve como treinador Mário Jorge Lobo Zagallo, o mais vencedor dos técnicos brasileiros.
Alcançar a elite do futebol é uma coisa. Vencer nela é outra. Vieira descobriu isso só muito tempo depois. Seu discurso atual é de mea culpa. ''Tinha capacidade de vencer em qualquer clube, mas não tinha cabeça''.
Ele atribui a seu temperamento explosivo (''Brigava com técnico, com dirigente'') o fato de não ter chegado a uma Copa do Mundo ou de ter feito fortuna no futebol europeu. Vieira também usa o passado para basear sua certeza no sucesso como treinador. ''Hoje tenho cabeça, sou maduro. Posso passar minha experiência para quem eu comandar e sei que chegarei a um grande clube'', justifica.
Para chegar lá, nada melhor do que se espelhar nos bons exemplos. O novato adota a mesma filosofia do consagrado Felipão. ''Sou muito amigo dos jogadores. Sei mexer com o que cada um tem no íntimo. Sei mostrar a importância do esporte na vida dele, na oportunidade de crescer como pessoa, de alcançar ascensão social. Sei dar ambição para meus atletas'', ensina. (L.F.M.)

mockup