A proposta da Federação Internacional de Vôlei de mudar as regras do esporte, com a limitação do tempo dos dois primeiros sets em 40 minutos corridos e a realização de um terceiro set em tie-break quando necessário, agradou aos dirigentes e provocou dúvidas nos jogadores. As novas regras serão avaliadas na próxima reunião da comissão de regulamentação da Federação e poderão ser testadas na Liga Mundial Masculina, em maio.
Para o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça, as regras só trarão benefício ao vôlei. ‘‘Elas são adequadas à modernização que nós desejamos no esporte’’, disse. Segundo Ary, o vôlei, como qualquer outro esporte, tem de procurar se tornar mais atraente para a televisão. ‘‘Não há como esporte e TV caminharem separados nos dias de hoje: a televisão traz a possibilidade de maior público para patrocinadores e leva o esporte a comunidades carentes’’, argumentou o dirigente.
A mudança das regras visa encurtar o tempo de jogo e facilitar a programação das televisões, que antes não tinham a previsão do tempo de duração de uma partida. ‘‘Um jogo com três sets pode durar uma hora e um de cinco sets, mais de quatro horas’’, exemplificou Ary.
Para a levantadora Fernanda Venturini, capitã da seleção brasileira e jogadora do Leites Nestlé, os jogadores a princípio estranharão as regras. ‘‘Vai ser meio esquisito, porque não estamos acostumados a jogar em função do tempo e sim dos tempos’’, disse. ‘‘Assim fica parecendo futebol.’’ Fernanda defende que, depois de aprovadas, as regras sejam primeiro testadas em torneios antes de aplicadas nas competições principais.
SuperligaMRV/Minas e Tietê abrem hoje, a partir das 19 horas, em Belo Horizonte, o returno da Superliga Feminina de Vôlei. O jogo terá transmissão direta pela SporTV/Globosat. No torneio masculino, a Olympikus derrotou na terça-feira à noite o Flamengo/Petrobrás, no Rio, por 3 x 0 (15/11, 15/10 e 15/7), em 1h52.

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