Para evitar que o Dacar sofra dos mesmos problemas de competitividade da Fórmula 1, a diretoria da prova optou por fazer algumas modificações nas regras da competição. Além de alterações no percurso, limites de velocidade foram estabelecidos para diminuir a distância técnica entre as equipes de ponta e as intermediárias.
  A edição 2004/05 do Dacar terá um percurso total de 8.956 quilômetros, 50 quilômetros a menos do que a disputa anterior. Apesar da diminuição do trecho, os desafios permanecem.
  No trecho mais longo deste ano, entre Zouerate e Tichit, na Mauritânia, previsto para o dia 6 de janeiro, serão 669 quilômetros onde os pilotos passarão por dunas, falésias, e pela vegetação mais temida por todos, conhecida por erva de camelo. Para dificultar ainda mais, após este trajeto, onde as probabilidades de os veículos apresentarem problemas são maiores, os carros não poderão receber assistência dos mecânicos de apoio.
  ‘‘Este ano 40% do percurso é inédito. As regiões da Mauritânia reservam sempre surpresas e o trecho entre Tichit e Tidkikja - de 331 quilômetros - deve ser o mais difícil’’, contou o piloto de caminhão André Azevedo. ‘‘E as regiões de savana também serão outro desafio.’’
  O trajeto da prova é de 5.431 quilômetros e 3.525 quilômetros foram reservados aos deslocamentos. No total serão 16 etapas: 2 na Espanha, 3 no Marrocos, 6 na Mauritânia, 2 em Mali e 3 no Senegal.

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