Agência Estado

DivulgaçãoTeam brasileiroO americano Scott Pruett (e) e Raul Boesel, da equipe Brahma. Para Boesel, trecho da pista de Miami ‘dá medo’ As novas regras aprovadas para o GP de Miami, primeira prova da Fórmula Indy, em 2 de março, causaram preocupação nos pilotos. A maioria teme que a segurança seja comprometida com a decisão da Cart de adotar no circuito oval de Homestead, de 2,1 quilômetros, asas menores para os carros, próprias para ovais de mais de três quilômetros.
‘‘Estragaram os carros para endireitar um problema da pista’’, criticou Christian Fittipaldi. Os organizadores mudaram as regras para aumentar a emoção da corrida. Com aerofólios maiores, os carros tinham mais sustentação aerodinâmica e faziam todo o circuito sem frear. Diminuindo as asas, a Cart espera obrigar os pilotos a brecar e aumentar a possibilidade de ultrapassagens.
‘‘Se queriam mais emoção, deviam ter mexido no desenho da pista’’, afirmou Christian, para quem a melhor solução seria fechar o raio das quatro curvas. ‘‘Assim, seríamos obrigados a frear com qualquer asa.’’
Christian é membro da comissão de segurança da Associação dos Pilotos, que tem como presidente Al Unser Jr. Coube ao americano a tarefa de testar as mudanças, em dezembro. O piloto da Penske as aprovou e não vê motivos para preocupação. ‘‘A velocidade nas curvas caiu 25 km/h e o carro não perdeu a dirigibilidade.’’
O problema, porém, é que a velocidade final de reta cresceu de 310 para 325 km/h. Além disso, com o aumento de 6,60 metros na largura da pista, ganhou-se um espaço para o carro rodar e bater de frente no muro. ‘‘Em oval, quanto mais colado ao muro a gente perder o controle do carro, melhor, porque ele bate de lado ou de traseira’’, explicou Maurício Gugelmin.
André Ribeiro ainda não testou as mudanças, mas se preocupa só de olhar o carro com as asas menores. ‘‘Não dá uma sensação boa’’, comentou.
Para Raul Boesel, há um ponto crítico da pista. ‘‘Quando a gente chega na curva 3, dá medo’’, disse, apontando para a curva onde o vento sopra na traseira do carro e há uma ondulação no asfalto. Christian Fittipaldi bateu no local em dezembro. A preocupação de Gil de Ferran é a turbulência do ar causada por carros que vão à frente. ‘‘Quero ver como vai ser andar no tráfego aqui, pois mesmo com as asas maiores a gente já ficava quase sem controle do carro.’’
Émerson Fittipaldi deve anunciar hoje, em entrevista coletiva em Miami, o que deve fazer na temporada de 97. O piloto não está inscrito em nenhuma equipe e os médicos não deram permissão para que Emmo volte a pilotar, pelo menos este ano.
Os treinos coletivos de ontem, em Homestead, tinham início programado para às 18 horas (horário de Brasília).

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