O recado parte do presidente Carlos Alberto Garcia: se o clube não tiver um acréscimo substancial em suas receitas, o perigo de cair para a Série C será iminente a cada rodada. Um dos idealizadores da política de poucos gastos, Garcia tem consciência dos riscos de uma trajetória perigosa do time na Série B. Para ele, o desastre em Recife não será capaz de maximizar a pressão daqui em diante. ''Acho que fica a mesma coisa, se não entrar mais receitas, toda rodada será esta loucura, com o risco de cair para Terceira Divisão'', alertou.
Juntamente com a diretoria, Garcia procura novos investidores, principalmente no empresariado local. Ele adiantou que o clube tem praticamente tudo fechado com a rede de supermercados Muffato, cuja marca será estampada na camisa do Tubarão. ''Estamos atrás de mais gente, mas está difícil'', ponderou.
Para contratar alguns jogadores experientes, que exigem salários bem acima do teto estabelecido pelo clube (R$ 3 mil), o dirigente estima que precisará de algo em torno de R$ 60 mil. Parte deste valor, ele pretende arrecadar com a venda dos kits-torcedor, já disponibilizado pelo clube. ''Se vender pelo menos 5 mil já fico contente. Agora, se ninguém ajudar (empresários), e se a gente não conseguir vender os kits, não teremos condições de fortalecer, e pensar até mesmo em classificar entre os oito'', ponderou.
Ontem, Garcia se reuniu com o presidente do Guarani (Palhoça), Dauri Borges, para tratar dos detalhes finais do empréstimo dos meias Neném e Jackson. Em caso de negociações futuras, o LEC terá direito a 30%. O presidente pediu desculpas ao torcedor pelo vexame protagonizado pelo time em Recife. ''Peço desculpas ao torcedor, que não merecia isso. Foi um vexame, mas vamos melhor no próximo jogo''. (G.G.)

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