Novas ações podem paralisar o Paranaense
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sexta-feira, 16 de março de 2007
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Campeonato Paranaense, que viu mais um capítulo fora de campo acabar ontem com a manutenção pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do empate entre J. Malucelli e Adap Galo, pela sexta rodada do torneio, ganhará alguns episódios a mais nos próximos dias, que podem melar a continuidade do torneio. Ontem, Londrina e J. Malucelli entraram com representações no tribunal estadual contra Cascavel e Rio Branco alegando que as duas equipes utilizaram jogadores irregulares no Estadual.
O Departamento Jurídico do Londrina protocolou uma denúncia contra o time do Oeste, alegando que o atacante Cleiton de Queiroz, o Carreta, estaria sem registro no Cascavel. O último contrato registrado no nome do jogador foi em sua passagem pelo Marcílio Dias-SC, com término em fevereiro. No quadro de registros da Federação Paranaense de Futebol (FPF) o nome do atleta, que marcou os dois gols da vitória do Cascavel sobre o Londrina, também não aparece.
À tarde, o presidente alviceleste Peter Silva havia se reunido com o manda-chuva da FPF, Oanireves Nilo Rolim de Moura, que garantiu não haver irregularidades na documentação do jogador. O filho do cartola, Guilherme Moura, é o responsável pelo registro de atletas.
Já o J. Malucelli entrou com uma outra ação acusando o Rio Branco de ter usado o volante Paulo Augusto também irregularmente. Moura também negou que o jogador não estaria registrado e disse que mandou a documentação do atleta para a CBF no dia 11 de janeiro.
Em uma terceira ação, os dois clubes se uniram para processar Rio Branco e Cascavel com as mesmas acusações. ''Queremos ver se o tribunal vai acatar alguma ação e qual será ela. É difícil falar se temos chances ou não de ganhar, mas o que for decidido o Londrina vai acatar'', disse Peter.
Caso o TJD-PR acate um dos recuros, Cascavel ou Rio Branco, ou os dois, terão tempo para se defenderem. Um julgamento será marcado e, se condenados, os times podem perder seis pontos por jogo em que utilizaram os jogadores. Desta forma, J. Malucelli e Londrina ficariam com as duas vagas na segunda fase do Paranaense, que, provavelmente, seria paralisado.
LEC/Roma - Peter afirmou ontem que a parceria com o Roma está apalavrada e falta apenas as questões jurídicas para que o martelo seja batido. ''Entre Londrina e o Kiko (João Vilson Antonini, presidente do Roma) está tudo definido. Precisamos agora ver com o Conselho Deliberativo, com a FPF e operacionalizar juridicamente a união. Não temos pressa para definir. Tem muita gente mal-informada dando palpite e peço que esperem a gente definir para se posicionarem'', disse o presidente.
Na próxima terça-feira, Kiko será sabatinado pelo Conselho Deliberativo do clube, que já se posicionou contrário a uma possível mudança de nome do clube com a união das duas equipes.
Ontem, o zagueiro Neto acertou sua ida para o São Carlos-SP. Já a situação dos atacantes Alan, Diego Silva e Diego Macedo seguem com situações indefinidas.


