Nova Zelândia está na frente na Expedição Mata Atlântica
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quinta-feira, 21 de outubro de 1999
Por Sílvia Herrera 
São Paulo, 22 (AE) - A equipe da Nova Zelândia está liderando o quinto dia da 2ª Expedição Mata Atlântica, que partiu do Petar
na segunda-feira (18), e deve terminar amanhã (23), em Cananéia. Ao todo são trinta e três equipes que estão percorrendo 400 km de Mata Atlântica, a pé, de bike, de canoa e no rappel. A equipe campeã vai levar para casa R$ 7 mil; a segunda colocada, R$ 3 mil; e a terceira, R$ 1 mil.
Confira a matemática da competição: 125 km de canoagem, 110 km de trekking, de 120 a 200 m de rappel, 155 km de moutain biking; e 10 km de bóia-cross em corredeiras nível 3. Ou seja, a EMA deste ano está muito mais radical. No ano passado, os atletas percorreram 220 km entre Paraibuna e Ilhabela, em 39 horas. A equipe campeã foi a da Nova Zelândia, atual líder. Em segundo ficou a brasileira Pedal Power, formada por Eduardo Coelho, Simone Maciel e Marcelo Maciel.
Cada equipe é formada por três atletas, sendo um componente obrigatoriamente do sexo oposto, e mais duas pessoas da equipe de apoio. Das 33 equipes inscritas, seis são estrangeiras: duas dos EUA, duas da Argentina, uma da Nova Zelândia e uma mista EUA e Brasil. Há também equipes do Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, Paraíba, Belo Horizonte e São Paulo. A maioria dos atletas é formada por empresários, que curtem esportes de ação.
Este tipo de prova é inspirada nas corridas de aventura e estratégia realizadas há dez anos na França e criadas por Gerad Fusil, que está no Brasil para fazer a entrega dos prêmios. "A primeira equipe totalmente brasileira na prova expedição terá sua vaga gratuita no ELF Authentique Aventure (que será realizado em abril do ano 2000 no nordeste brasileiro e vai percorrer 800 km), o que significa US$ 5 mil", conta Jean-Claude Razel, diretor da Alaya Expedições. ELF Authentique Aventure acontece anualmente, sempre em um país diferente.
"Nesta prova tudo pode acontecer: são várias as dificuldades, as piores são a pressão psicológica, a falta de sono e a estafa física", avalia Eduardo Coelho, da equipe Pedal Power. "Ser bom em uma modalidade não é vantagem nesta expedição", assegura. Ele diz também que o importante na EMA é descobrir que temos muito o que aprender, sempre. "O maior prazer é o desafio de poder chegar a seu limite físico e psicológico para poder completar a prova."


