Nova Super Clio treina em Londrina
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quarta-feira, 03 de maio de 2006
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Quatro equipes que estrearão na mais nova categoria do automobilismo brasileiro a Super Clio estão desde ontem treinando e testando os seus carros no Autódromo Ayrton Senna, em Londrina. A categoria, que era para ter tido sua prova inaugural na primeira etapa do Renault Speed Show, em março, em Curitiba, adiou para este mês a estréia nas pistas.
Ela será conhecida pelo público nos próximos dias 13 e 14, no Autódromo de Campo Grande, quando também está prevista etapa dupla da F-Renault e da Copa Clio.
O Super Clio é uma adaptação total do Clio de rua para um carro de corrida, que ficou com a cara de um Stock Car. O carro, mais curto que o Astra e com um motor menor (um 2.0 16V do Scénic montado na parte traseira), desenvolve velocidade igual a de um Stock Light V8 (máxima de 240 km/h), andando até mais rápido que o concorrente da GM na pista de Londrina. Estamos virando aqui na casa de 1min24s, enquanto os carros da Stock Light fazem 1min25s, afirmou o piloto curitibano Tarso Marques, que corre na Stock V8 e estava ontem na cidade na condição de co-promotor da Super Clio.
Ele informou que a categoria foi concebida por sua empresa, a Marques Motorsports, que também ficou responsável pela construção e manutenção dos carros. Depois de adaptados, os veículos são vendidos para as equipes (são 15 até o momento), que terão um gasto aproximado de R$ 250 mil por temporada. A categoria tem tudo para emplacar, pois os carros são tão rápidos quanto um Stock, porém mais baratos. Um Stock Light, por exemplo, exige da equipe uns R$ 450 mil por temporada, enquanto na Super Clio o custo será a metade, comparou.
Por enquanto, a Stock Light é mais procurada que a Super Clio, pois tem de 30 a 33 carros por etapa, enquanto a categoria da Renault será limitada a 20 carros e terá apenas 15 nesta etapa de Campo Grande. Marques garante que o conceito do Super Clio é totalmente inovador. É um carro com distância de entre-eixos maior que do Clio, para ter mais estabilidade, e melhor de curva e de freio que um Stock. E anda igual, mas com um motor com 110 cv a menos que um Stock, que desenvolve 350 cv, apontou.
Apesar das comparações, Marques nega que o objetivo seja concorrer com a Stock ou colocar os Clio para correrem com um motor V8 junto com os Astra, Mitsubishi e Bora. A Renault, que é nossa parceira neste projeto junto com a empresa PPD (de Pedro Paulo Diniz) quer ter a categoria dela. Pode até ter carros mais potentes, colocando nesse Clio um motor V6 do Megane, mas sempre mantendo itens da própria montadora, enfatizou.
O gaúcho João Campos, 51 anos, pentacampeão brasileiro de Pickup Racing, é um dos que irão acelerar na Super Clio. É um carro muito rápido que nada tem a ver com um Clio. Como é quase um fórmula, pesa 800 quilos, contra 960 do Clio normal, que mantém muitos itens de série, comentou.


