Silverstone - Há duas semanas, no GP de Valencia, foi o mapeamento dos motores. Neste fim de semana, em Silverstone, a proibição dos ''escapamentos aerodinâmicos''.
E, pelo segundo final de semana de corrida consecutivo, a F-1 volta suas atenções para uma mudança no regulamento e tenta prever o que acontecerá na prática quando os carros forem à pista pela primeira vez hoje, nos treinos livres para o GP da Inglaterra.
A primeira alteração, nos propulsores, não surtiu nenhum efeito concreto. A Red Bull manteve o seu domínio, e Sebastian Vettel deixou o GP da Europa com a pole position, a vitória e a volta mais rápida da corrida.
Desta vez, porém, a mudança no regulamento não deve ficar só no papel, mesmo que, ao que tudo indica, não vá mudar radicalmente a distribuição de forças da F-1.
Pela nova regra, os carros não podem mais liberar gases pelo difusor quando os pilotos tirarem o pé do acelerador. Em termos práticos, isso implicará não só na redução da pressão aerodinâmica - o que diminui a aderência dos carros -, como também deverá gerar instabilidade nas curvas e nas freadas.
''É certo que todo mundo vai perder rendimento, mas acredito que os times grandes serão os que mais vão sair perdendo'', afirmou o ferrarista Felipe Massa.
Seu compatriota Rubens Barrichello tem a mesma opinião. ''Acho que o que vai acontecer é que equipes menores, como a Williams, devem se aproximar mais das grandes. Mas, lá na frente, a ordem não deve mudar muito'', disse o piloto brasileiro.

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