Nova presidente assume cargo na CBG
Curitiba - A nova presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Maria Luciene Rezende, assumiu ontem o cargo. A sergipana, que atua na modalidade há 26 anos e, além de técnica, esteve à frente da Federação Sergipana de Ginástica, desembarcou na Capital para substituir Vicélia Ângela Florenzano.
Vicélia e a CBG foram notificadas oficialmente na semana passada através de ação movida pela Unopar. A universidade, que antes era pólo nacional da ginástica rítmica, não concorda com a gestão atual e conseguiu uma liminar com a 10 Vara Cível de Curitiba para afastar a ex-presidente do cargo. O juiz Rogério de Assis considerou as acusações de falta de transparência administrativa nos balanços da entidade referentes a 2003 e 2004.
Após o desembarque, Maria Luciene já tratou de dar continuidade às obrigações administrativas e burocráticas da CBG. ''Tenho que acompanhar todos os acontecimentos, falar com os advogados, e dar continuidade aos projetos'', salientou, como primeira ação na presidência.
A dirigente lamentou o desligamento de Vicélia da CBG. ''As acusações são infundadas, não são verdadeiras, a gente conhece a Vicélia, como ela gosta da ginástica. Todos os anos temos assembléias e as contas dela sempre foram transparentes'', assegurou. ''Esse é um momento desagradável. Fico tranquila porque sei que a Vicélia sempre fez o certo'', acrescentou.
Existe hoje uma queda-de-braço entre o maior pólo de ginástica rítmica no Estado, a Unopar, e a ginástica artística, sediada na própria CBG, em Curitiba. A nova presidente descartou a possibilidade de divisão dos dois grupos em confederações diferentes. ''Não existe essa possibilidade. A ginástica olímpica (ou artística) sempre esteve junto com a rítmica. Não vejo razão para essa divisão, principalmente agora que o País precisa de todos juntos para somar e aumentar a ginástica no Brasil. A ginástica rítmica é muito mais extensiva e mais praticada atualmente do que a ginástica olímpica. Precisamos dela para somar e tocar os projetos'', refletiu Maria Luciene.
Sobre a disputa entre os dois segmentos, Maria Luciene caracteriza como normal. ''São pessoas que gostam demais da ginástica. Desde quando as meninas saíram da Unopar, houve uma renovação natural e a criação de novos projetos para beneficiar a ginástica em todo o Brasil'', disse.
O advogado Cléverson Teixeira, que cuida do caso na Justiça, ontem ainda não havia terminado de avaliar todo o processo. No entanto, ele adiantou que deve encaminhar, ainda nesta semana, o pedido de revisão da liminar expedida pela 10 Vara Cível de Curitiba. (Claudio Yuge)





