Nova geração traz boas perspectivas ao vôlei
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Em 1992, sob o comando de José Roberto Guimarães, a seleção brasileira masculina de vôlei ganhou seu primeiro grande título, o ouro olímpico, contando com jovens talentos como Tande, Giovane, Maurício e Marcelo Negrão. No começo da década atual, já com Bernardinho como técnico, as conquistas se multiplicaram, mas com novas estrelas: Giba, Ricardinho, Dante, Gustavo e Nalbert, entre outros. E agora, em 2009, uma nova geração mostrou sua cara na Liga Mundial, trazendo mais uma vez a taça para o Brasil.
Do elenco que perdeu a final olímpica em Pequim para os Estados Unidos, no ano passado, só cinco atletas foram campeões da Liga Mundial, em julho, na Sérvia. Giba, Serginho, Murilo, Bruno e Rodrigão ficaram para formar a base que deverá disputar a Olimpíada de Londres, em 2012. E a torcida brasileira passou a se acostumar com nomes como Marlon, Sidão, Thiago Alves, Vissotto, Éder e Lucão.
Algumas das caras novas do vôlei brasileiro, na verdade, não são tão jovens assim. A maioria sempre teve condições de atuar pelo Brasil, tanto que muitos deles integraram as seleções de base. Mas deram azar: quando eram mais jovens, esses atletas não tiveram a chance de integrar o elenco da seleção adulta, que já tinha nomes consolidados pelas seguidas conquistas.
É o caso do levantador Marlon, que, aos 32 anos, foi reserva de Bruno durante a Liga Mundial. Com a lesão do titular, Marlon assumiu a posição durante a disputa do Campeonato Sul-Americano, torneio conquistado pela seleção brasileira na semana passada, na Colômbia.
Outros novatos nem tão novos assim são Sidão, de 27 anos, Leandro Vissotto e Éder, ambos com 26. Já para o ponta Thiago Alves, a seleção chegou bem mais cedo. Então com 21 anos, ele fez o primeiro ponto pelo Brasil em 2007. Dois anos após a estreia, provou o seu valor na conquista da Liga Mundial, ao ter atuação decisiva contra Cuba.


