Nova geração de torcedores
É cada vez mais comum ver jovens, adolescentes e crianças presentes nos jogos do Londrina. E todos, vestindo a camisa alviceleste. Com o time conquistando vitórias e títulos, a paixão pelo azul e branco floresce e tem passado de pai para filho.
O empresário Márcio Spaini, 37 anos, sempre foi um apaixonado pelo alviceleste e hoje tem a companhia dos filhos, Marina, 9, e Eduardo, 5, nos jogos do clube. "Aqui temos esta cultura de torcer para time de fora, mas o meu time sempre foi o Londrina. E esta nova geração deu sorte porque o clube vive um período de conquistas", comentou.
O Londrina está tão presente na vida da família, que a última festa de aniversário dos filhos teve como tema decorativo o LEC. "Eles me cobram para ir no estádio, principalmente a Marina. Todas as camisas de futebol que o Eduardo tem são do Londrina e quando alguém pergunta qual o seu time a resposta é imediata: Tubarão", revela o pai.
O professor Alisson Henrique Sanches, 35 anos, conta que quando criança era "meio corintiano". A história começou a mudar quando foi com o pai a uma loja esportiva. "Pedi uma camisa do Corinthians, mas meu pai disse que eu ganharia uma do Londrina. No ano seguinte, em 1992, o time foi campeão e a partir daí desapareceu qualquer sentimento pelo Corinthians", garantiu.
Frequentador assíduo nas partidas no Estádio do Café e VGD, Alisson passa a paixão para os filhos Murilo, de dois anos, e Heitor, de sete meses. "O Murilo está sempre com a camisa do LEC e fala para todo mundo que só torce para o Londrina", contou. "São os resultados e títulos que chamam a torcida. O torcedor do Londrina estava meio adormecido, mas é o time do coração de todo londrinense."
Se é difícil imaginar como estará o clube daqui a 60 anos, para o torcedor o importante é que ele continue sendo o maior representante da sua cidade. "Espero que chegue o momento em que ninguém mais cogite torcer para outro time em Londrina", apontou Spaini. (L.F.C.)





