Nova geração de técnicos marca o Brasileiro-99
São Paulo, 17 (AE) - Oswaldo de Oliveira diante de Marco Aurélio. Toninho Cerezo contra Humberto Ramos. Um possível confronto entre Corinthians x Ponte Preta e Vitória-BA x Atlético-MG pelas semifinais do Campeonato Brasileiro pode colocar frente a frente os novatos técnicos que fizeram sucesso nesta temporada. Eles ofuscaram o trabalho de "medalhões" como Zagallo, Luiz Felipe Scolari e Émerson Leão.
O próximo desafio será derrotar os experientes Antônio Lopes, Carlos Alberto Silva, Paulo César Carpegiani e Levir Culpi e disputar uma vaga na grande final da competição nacional.
Dos quatro, Oswaldo é o que obteve resultados mais expressivos. Sucessor de Wanderley Luxemburgo no comando técnico do atual campeão brasileiro, ele soma em seu currículo um título paulista, conquistado este ano diante do rival Palmeiras. Aparentemente tranquilo, Oswaldo soube administrar crises na equipe do Parque São Jorge, principalmente após a derrota na Taça Libertadores para o Alviverde. Além de contornar problemas de relacionamento entre as principais estrelas e sofrer com a tradicional pressão da fanática torcida corintiana.
Oswaldo também destaca-se por ser o único entre os quatro novatos que não atuou como jogador profissional. Preferiu dedicar-se aos fundamentos e desenvolveu sua carreira como auxiliar técnico e depois como treinador. Antes do futebol, Oswaldo dedicou-se à profissão de modelo, onde chegou a posar para fotos.
Com Toninho Cerezo foi o contrário. Formou com Sócrates, Zico e Falcão um dos melhores quartetos de meio-de-campo da história da seleção brasileira, apesar do insucesso na Copa do Mundo da Espanha, em 1982.
Antes de iniciar como treinador fez estágios na Itália e Argentina, além de observar os trabalhos de Wanderley Luxemburgo
no Santos, e de Carlos Alberto Parreira, no Fluminense. Chegou desacreditado ao Vitória-BA após uma passagem pouco feliz pelo Atlético-MG no primeiro semestre. Levou a equipe baiana à sexta colocação na primeira fase.
Humberto Ramos também passou por um teste de fogo ao assumir o Atlético-MG. Pegou o time na última rodada, precisando da vitória diante do Grêmio para chegar às quartas-de-final. Não só conseguiu a vaga, ao vencer o jogo por 2 a 0, como também já derrotou o rival Cruzeiro (4 a 2) no primeiro jogo dos playoffs.
Os atleticanos confiam em seu carisma e lembram que foi seu o cruzamento para Dadá Maravilha marcar o gol do único título brasileiro do Atlético-MG, em 1971, contra o Botafogo, no Maracanã.
Marco Aurélio repete como técnico o bom trabalho que fez como jogador da Ponte Preta. Na década de 70, ao lado de Vanderlei e Dicá, levou o time de Campinas ao vice-campeonato paulista, perdendo na histórica final para o Corinthians, então 22 anos sem título, por 1 a 0.
Há 14 meses no cargo, Marco Aurélio, que iniciou a carreira no Paulista de Jundiaí há três anos, trouxe o time de volta à principal divisão do futebol paulista e brasileiro.





