Tóquio - Sai a Copa Intercontinental, entre um clube europeu e outro sul-americano de futebol, e entra o Mundial de Clubes com um representante de cada continente: Liverpool, São Paulo, Al-Ahly, Al-Ittihad, Saprissa e Sydney lutarão a partir de hoje no Japão pelo título de melhor equipe do planeta em 2005.
Diante de um confronto anual intercontinental no Japão em baixa econômica, os organizadores decidiram remodelar a fórmula para integrar todos os continentes e aumentar assim o interesse e, sobretudo, as cotas dos direitos de televisionamento.
A Fifa lançou no ano 2000 um projeto de Campeonato do Mundo de Clubes, com a idéia de celebrá-lo a cada três anos. A primeira edição no Brasil (com convites) não provocou entusiasmos. A edição de 2003 na Espanha teve que ser cancelada para evitar uma catástrofe financeira, já que os clubes europeus se mostravam reticentes.
Finalmente, se decidiu suprimir a Copa Intercontinental e criar um campeonato mundial em tempo curto. A final acontecerá no domingo 18 de dezembro, uma semana depois das quartas-de-final, das quais não participarão os campeões da Copa Libertadores (São Paulo) e da Liga dos Campeões européia (Liverpool).
Os dois clubes são evidentemente os grandes favoritos da competição. O Liverpool, que já venceu o campeonato europeu cinco vezes, nunca conquistou a Copa Intercontinental e agora quer escrever seu nome na história. O São Paulo conquistou duas vezes a Copa Intercontinental, uma competição com muito mais prestígio na América do Sul do que na Europa. Agora, a inclusão de outros clubes aumenta ainda mais o valor do troféu.
Nas quartas-de-final, que começam hoje, o Al-Ahly enfrentará os sauditas do Al-Ittihad, equipe bicampeã da Ásia. O vencedor enfrenta o São Paulo em uma das semifinais, na quarta-feira.
A outra partida das quartas-de-final, amanhã, terá os costarriquenhos do Deportivo Saprissa e os australianos do Sydney. O vencedor enfrenta o Liverpool, na quinta-feira.

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