Ao menos pela atuação nos 30 minutos de coletivo e pelos elogios mútuos, os integrantes da nova dupla de ataque da seleção estão em sintonia fina. O veterano Romário, 35 anos, mais velho entre os 22 convocados para o jogo contra o Peru, e o jovem Ewerthon, 19, o caçula do grupo, fizeram tabelas e mostraram bom entrosamento para dois atacantes que jamais atuaram juntos.
‘‘Foi excelente. Em 30 minutos, criamos quatro oportunidades, e ele fez um gol. Saiu na minha frente’’, brincou Romário. De acordo com ele, Ewerthon ‘‘é muito parecido com Euller [colega de Romário no Vasco’’, se desloca bastante pelas pontas’’.
Ewerthon devolveu a gentileza. ‘‘Acompanho o Romário desde que sou moleque. Para mim, é o melhor atacante do mundo. Antes de receber a bola, ele já sabe o que vai fazer. Por isso, eu tenho que estar sempre procurando os espaços vazios para receber a bola’’, disse o corintiano.
Alegria de uns, chateação de outros. Preterido pelo novato Ewerthon, o flamenguista Edílson, artilheiro do Estadual do Rio, com 12 gols, e presente nas últimas convocações, ficou desolado ao receber o colete dos reservas. ‘‘Por convocação, por lógica, eu deveria ser titular’’, mas não fui. Todo mundo vem com pensamento de jogar, principalmente eu, que vinha sendo chamado.’’ Outro a perder prestígio foi Juninho Paulista treinou entre os reservas.

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