Santos, 07 (AE) - Tornar o Santos um time competitivo e vencedor, como foi no passado, valorizando seus jogadores e seu estádio, são as principais metas da nova diretoria do clube, que tomou posse na última terça-feira. E, sem tempo a perder, todos os esforços estão sendo concentrados no sentido de fechar, no prazo máximo de um mês, contrato com a empresa que vai firmar parceria com o Santos, provavelmente a Cie/Octagon/Koch Tavares.
Independente dos patrocínios, o Santos corre contra o relógio com o objetivo de reforçar a equipe para a próxima temporada. O lateral-direito Rubens Cardoso foi o primeiro reforço, comprado do Guarani. O zagueiro argentino Galván, que disputou o Campeonato Brasileiro pelo Atlético-MG, teve seu passe adquirido por US$ 1,8 milhão, enquanto o goleiro Carlos Germano, do Vasco da Gama, deve acertar sua transferência ainda nesta semana. Ramón e Viola, ambos do Vasco, também estão sendo cogitados, enquanto a diretoria e a comissão técnica anunciaram na sexta-feira que não abrem mão do atacante Caio, que permaneceu dois anos emprestado ao Flamengo. O lateral-direito Anderson, que interessa ao Grêmio, da mesma forma, deverá permanecer, bem como Baiano, que está na Seleção Brasileira, à disposição de Wanderley Luxemburgo.
De acordo com o diretor de futebol, Nicolino Bozzella, os entendimentos com a Cie/Octagon/Koch Tavares encontram-se bastante avançados para que o clube caminhe rumo à uma nova fase
deixando para trás a espera de 16 anos por um título, fato que vem desagradando a torcida. "As bases do contrato ainda não foram fechadas, mas as propostas melhoraram muito", antecipa Bozzella, destacando que o avanço nas negociações já permite que a diretoria do clube possa fazer planos, como a ampliação do Estádio Urbano Caldeira, de 25 mil para 35 mil lugares, a construção de mais um campo no Centro de Treinamento Rei Pelé. Um estádio multiuso, do tipo arena, em local ainda a ser definido, deverá ser construído pelo consórcio de parceiros.
O diretor de futebol não quis revelar de que forma será desencadeada a parceria e quais foram os avanços observados nos últimos dias. As conversações que vinham sendo feitas com a antiga diretoria davam conta que a Cie/Octagon, de imediato, liberaria R$ 40 milhões para reforçar o time, podendo até aumentar esse valor, conforme a necessidade. Durante dez anos, todo o movimento de receita que desse lucro seria dividido na seguinte proporção: 30% para o Santos e 70% para o grupo de empresas.

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