Nova diretoria da CBB enfrenta primeira polêmica com clubes
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de outubro de 1997
Agência Estado 
A nova diretoria da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), presidida por Gerasime Grego Bozikis, enfrenta sua primeira polêmica com os clubes, desde que assumiu o comando da entidade, há quatro meses. São várias as críticas ao sistema de classificação anunciado para o Campeonato Brasileiro Masculino de 1998, especialmente dos clubes paulistas. O Grego rasgou o regulamento e desconsiderou tudo o que as equipes fizeram na última temporada, reagiu Paulo Abbud, diretor do Corinthians, terceiro colocado no último Brasileiro.
Pelo critério anunciado pela CBB, apenas três equipes, as que disputaram a Liga B, um torneio de ascenso, têm vagas garantidas para o Brasileiro.
O técnico Cláudio Mortari, do Report/Valtra, de Mogi das Cruzes, que ficou em 4º lugar no último Brasileiro, lembrou que os contratos de patrocínio foram negociados considerando que os times teriam presença certa no Brasileiro. Ele entende que o novo regulamento deveria vigorar para 1999. Não sou contra a sistemática e sei que o Palmeiras tem direito adquirido, mas é estranho que o Palmeiras, 12º e último colocado no Brasileiro, tenha vaga e Franca, que foi campeã e esteja classificado.
Guerrinha, técnico do Polti/COC, de Ribeirão Preto, ressaltou que os patrocinadores ficarão muito descontentes se seus times ficarem fora do Brasileiro. A equipe de Ribeirão foi quinta colocada no ano passado.
Grego, o presidente da CBB disse que fica triste por não poder contentar todo mundo. Eu precisaria ter 27 vagas no Brasileiro, afirmou Grego, dizendo que não rasgou o regulamento. O regulamento não definia nada sobre a classificação, as equipes eram convidadas, disse o presidente.
Grego disse que não recebeu nenhuma manifestação oficial dos clubes e manteve a posição. No ano passado eram só 12 equipes e já avançamos abrindo duas vagas, afirmou. Os patrocinadores estão vendo que há critérios.


