Os pilotos da Fórmula Indy prevêem um festival de quebras de motores nas 500 Milhas de Michigan, domingo. A nova asa que aumenta o arrasto aerodinâmico na reta forçará os motores a girar mais rápido para alcançar a mesma velocidade de antes. Os V8 turbo ultrapassarão os 15 mil giros por minuto, durante três horas, tempo que os carros levam para completar as 250 voltas da corrida. Os treinos começam amanhã.
Se mantivessem na prova a média de velocidade dos treinos - estimada este ano em 360 km/h, abaixo do recorde de 377,6 km/h de Jimmy Vasser - os carros da Indy cumpririam 804 quilômetros (a distância de ida e volta de São Paulo ao Rio) em 2h15. Como a prova costuma ter vários acidentes e bandeiras amarelas, além de seis pit stops, a média cai para cerca de 290 km/h.
Os motores trabalham em regime máximo de giros por mais de 80% da prova. ‘‘É uma maratona’’, diz André Ribeiro. ‘‘Nesta pista, a potência conta tanto quanto a durabilidade.’’ Durante as 500 Milhas, um motor da Indy produz potência para gerar o equivalente a 1.300 kilowatts/hora de energia. É o suficiente para alimentar uma casa por dois meses.
O regulamento deste ano provocará uma exigência ainda maior. A nova asa introduzida pela Cart funciona como um freio aerodinâmico do carro na reta. Como ela tem maior superfície de contato com o ar, cria mais resistência ao avanço.

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