Notificação da Federação irrita Lusinha
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terça-feira, 04 de fevereiro de 2003
Lúcio Flávio Moura<BR>Reportagem Local 
A Federação Paranaense de Futebol deve incluir nos seus próximos julgamentos o nível de segurança do Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD).
Tudo porque o comandante (em exercício) do 5º Batalhão da Polícia Militar, com sede em Londrina, o major Devaldir Geraldo Amadei, enviou um ofício à federação informando uma série de irregularidades que teriam sido observadas no derby entre Portuguesa e Londrina (realizado em 26 de janeiro). A Lusinha, mandante da partida, corre o risco de receber uma punição da entidade.
Segundo relato do comandante, o diretor de futebol Amarildo Vieira Martins incitou os torcedores do Londrina durante a partida. Na visão de Amadei, havia pedras ''de vários tipos e tamanhos'' na arquibancada e no campo de jogo, que colocavam ''em risco'' a integridade física dos jogadores, do trio de arbitragem e dos torcedores. E que elas foram lançadas para dentro de campo, além de ''pedaços de vassouras''. Segundo o documento, os gandulas ''vestidos com camisas da Portuguesa'' provocavam os torcedores do Londrina, sendo necessária a intervenção dos policiais para não haver violência.
O ofício também ressaltou o fato de que não havia um alambrado para separar as duas torcidas (havia cerca de 1,5 mil torcedores do LEC e cerca de 100 da Lusinha) no estádio, o que dificultaria, ''e muito'', a contenção ''dos mesmos'' em casa de confusão.
De acordo com Martins, todas as acusações são infundadas. ''Eu não vi pedra nenhuma no VGD e as rádios, televisões e jornais que foram lá também não relataram nada disso''.
Bastante irritado, ele disse que o derby transcorreu em paz e que ''não entendeu'' o porquê do relato policial. ''O momento mais tenso foi quando o Carlos Eduardo (lateral-esquerdo que fez o segundo gol da Portuguesa) comemorou o segundo gol perto da torcida do Londrina. Eles jogaram algumas pedras, mas ninguém foi atingido''.
O diretor disse temer a perda de um mando de campo por parte da federação e voltou a fazer discurso de injustiçado. ''O prefeito e os vereadores não nos prestigiam. Agora vem o comandante da Polícia Militar tentar nos prejudicar. É uma calúnia, uma injúria''. A Folha tentou contato, mas não conseguiu ouvir o comandante Amadei.
Time O futebol apresentado pela Portuguesa até agora tem agradado o diretor de futebol. Os resultados não. Ele disse que o jogo contra o Paranavaí, quinta-feira no VGD, é a última chance do atual elenco e comissão técnica mostrar que são dignos de confiança. ''Desta vez não tem jeito, tem que ganhar''.


