A morte de Adhemar Ferreira da Silva causou surpresa e lágrimas até mesmo do outro lado do mundo. Em Sydney, Austrália, Rosemary Mula lamentou profundamente a perda do amigo e ídolo esportivo, que viu pela primeira vez ainda adolescente, na conquista do bicampeonato olímpico em Melbourne, e se despediu no ano passado, após a Olimpíada de Sydney.
Rosemary e Adhemar são protagonistas de uma inusitada relação de amizade que começou quando a dona-de-casa, recém emigrada da Inglaterra, tinha apenas 15 anos e foi assistir às provas de atletismo da Olimpíada de Melbourne. A vitória do brasileiro, primeiro negro que havia visto na vida, causou grande impacto, suficiente para que ela pudesse reconhecê-lo 21 anos depois, por acaso, em Cingapura.
Segundo Rosemary, uma das grandes decepções de Adhemar no fim de sua vida foi o fim do projeto que levava seu nome na cidade de Ponta Grossa (PR) no ano passado. Depois de 12 anos de funcionamento fazendo o que o saltador mais queria, proporcionar iniciação esportiva para jovens carentes, a prefeitura da cidade deixou de dar apoio à iniciativa.

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