Notas GP da Malásia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de outubro de 1999
Por Livio Oricchio 
Sepang, 14 (AE) - Nem Michael Schumacher, Mika Hakkinen ou Eddie Irvine. A maior atração hoje Sepang International Circuit foi o próprio autódromo. Além de muito funcionais, todas as suas dependências têm carácter futurista e são dotadas de leveza, graça e riqueza arquitetônica. Os U$ 120 milhões gastos na construção do circuito são visíveis, ao contrário de alguns investimentos públicos também em outros autódromos da Fórmula 1.
A maioria dos 600 jornalistas que cobrem regularmente as etapas da F-1 não conhecia a Malásia. E a opinião, hoje na sala de imprensa, era uma só: o país impressionou positivamente a todos. A começar pelo aeroporto de Kuala Lumpur, moderno e de dimensões gigantescas, passando pelas amplas e bem sinalizadas estradas de acesso à cidade. A rede hoteleira da cidade chama a atenção pela magnitude e arrojo das construções, localizadas em meio aos recordes do mar na península.
A disponibilidade do pessoal e eficiência dos serviços oferecidos no autódromo completam o quadro de um trabalho exemplar, executado com planejamento, disciplina e grande capacidade profissional. - Cena no restaurante do hotel Pan Pacific, situado a cerca de dez minutos de carro do autódromo: Michael Schumacher levanta-se da cadeira para apanhar algumas torradas, durante o café da manhã. Mas, descuidado, bate a perna direita, a fraturada em Silverstone, no pé da mesa. Sua expressão facial parece refletir dor intensa. Alguns segundos para se recompor, algumas batidas com o pé no chão e ele retoma seu objetivo, mancando bastante. - Olivier Panis, da Prost Grand Prix, será piloto de testes da McLaren no ano que vem. Ao mesmo tempo, disputará o revivido Campeonato Alemão de Marcas, DTM, pela Mercedes. - O vencedor do último GP do campeonato, em Nurburgring, Johnny Herbert, era um homen mais confiante ontem. "Tive um ano difícil, esse resultado deu-me outra postura na equipe Stewart, haja vista o resultado dos testes de Barcelona, semana passada." Ele só ficou atrás dos pilotos da McLaren. Em todas as etapas do Mundial Herbert esteve sempre muito atrás de Rubens Barrichello, seu companheiro. O veterano piloto inglês acha que pode tornar as coisas mais difíceis para Rubinho, na Malásia e no Japão. - Apesar de muitos pilotos torcerem pela chuva, em Sepang, Eddie Irvine lembrou ontem que nas duas últimas vezes em que correu no piso molhado acabou fora da competição. "Analisei tudo com nosso diretor-técnico, Ross Brawn, talvez o engenheiro mais bem preparado para essas questões de acertar o carro para essa condição, e imagino não repetir os mesmos erros." Um novo abandono e suas chances de ser campeão quase desaparecem. - A diferença de horário entre a Malásia e Brasília é de 10 horas. A sessão que define o grid, sábado, portanto, começa às 3 horas da madrugada, o que corresponde às 13 horas de Kuala Lumpur. Já a largada da corrida será às 4 horas da madrugada de sábado para domingo, o que significa 14 horas na Malásia.


