Mônaco, 16 (AE) - No pé do comunicado de imprensa da equipe BAR, distribuído hoje depois da corrida, havia uma nota de pouco mais de duas linhas. Ela dizia: "De acordo com o exame médico realizado pelo médico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), fica estabelecido que Ricardo Zonta não disputará o GP da Espanha. Mika Salo o substituirá novamente." O brasileiro não mais estava no circuito quando a BAR comunicou a notícia. Uma série de interesses pode estar por trás da decisão de não permitir a presença de Zonta na próxima corrida do Mundial, como a vontade de Jacques Villeneuve, piloto com elevado poder na BAR, de ver seu grande amigo, Mika Salo, na Fórmula 1. Atualmente ele está sem equipe. Apenas duas equipes marcaram pontos nas quatro primeiras etapas da temporada: a Ferrari e a Jordan. Hoje Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, terminou nos pontos pela terceira vez este ano, ao se classificar em quarto. Ele soma agora 13 pontos contra 14 de ninguém menos de Mika Hakkinen, o campeão do mundo da McLaren. Frentzen é o quarto no campeonato. A Jordan é a terceira colocada entre os Construtores, com 16 pontos, bem à frente da Benetton, quarta, com 8, e da Williams, quinta, com apenas 7. Depois da corrida, o expansivo Eddie Jordan, dono da escuderia, abraçou Frentzen e expondo-o a seus convidados, declarou: "Esta é uma corrida para homens fortes, como Frentzen." Frank Williams chamou o alemão, ano passado, de "fraco". Os três primeiros colocados no GP de Mônaco elogiaram bastante o comportamento dos retardatários na prova. Em Ímola, dia 2, David Coulthard foi agressivo ao culpá-los pela derrota para Michael Schumacher na corrida. "Nada a reclamar", disse Mika Hakkinen. "Ao serem sinalizados com bandeira azul, procuravam facilitar ao máximo, dentro do possível, a ultrapassagem", revelou Schumacher. Alessandro Zanardi, bicampeão da Fórmula Indy, finalmente concluiu uma corrida depois que retornou à Fórmula 1, este ano, pela Williams. O italiano classificou-se em oitavo, a duas voltas do vencedor. Mas aconteceu de tudo com ele. "Mais um dia negro para mim", disse. "O banco do meu carro quebrou ainda nas primeiras voltas e me senti, muitas vezes, flutuando dentro do cockpit", comentou. Deu ainda mais detalhes da aventura: "Errei em várias curvas por esse motivo, em alguns momentos não sentia os pedais e em outros nem os alcançava direito." O caso de amor de Giancarlo Fisichella com o circuito de Mônaco é antigo. Ele admite: "Adoro correr aqui." Em 1994, venceu o prestigioso GP de Monte Carlo de Fórmula 3. Em 1997, na Fórmula 1, terminou a prova em sexto, com a Jordan, enquanto ano passado
na Benetton, largou em terceiro, na frente de Michael Schumacher, e classificou-se em segundo, 12 segundos apenas atrás de Mika Hakkinen. Hoje, ainda na Benetton, realizou outro bom trabalho. Largou da nona colocação no grid para chegar em quinto. Seu companheiro, o austríaco Alexander Wurz, conseguiu o seu primeiro ponto na temporada ao obter o sexto lugar. Durante três dias, de quarta-feira a sexta-feira, quase todas as equipes de Fórmula 1 treinam no Circuito da Catalunha, em Barcelona, onde será disputada a próxima corrida do Mundial, dia 30. A única dúvida é a Minardi. E o motivo é simples: não sabe se terá carro para o treino. O espanhol Marc Gene destruiu dois carros na classificação de sábado e hoje, na prova, danificou outro modelo M1 da Minardi.

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