Monza, 12 (AE) - Procurado pela reportagem, Bernie Ecclestone, promotor da Fórmula 1, descartou hoje qualquer possibilidade de o GP do Brasil se transferir para o Rio de Janeiro, como um jornal carioca publicou há pouco. "Não existe a menor chance disso dar certo", afirmou. "Sei que o pessoal do Rio tentou fazer contato comigo, mas não falamos." De acordo com o dirigente, é necessário, porém, que a Prefeitura de São Paulo dê garantias de que o autódromo de Interlagos estará em condições de receber o evento. "Se fosse para haver concorrência, seria então com a Argentina, que deseja o seu GP de volta", falou.
A corrida da pequena equipe italiana Minardi se limita a existência de um único adversário, a Arrows. Apesar da sua estrutura pequena, se comparada à da Arrows, a Minardi tem sido mais eficiente nas últimas etapas do campeonato. Hoje, o japonês Toranosuke Takagi, quis passar por cima da Minardi de Luca Badoer, na 24.a volta, obrigando-o a abandonar. Bem antes disso, na primeira volta, Marc Gene recebeu um "totó" de Pedro de la Rosa, da Arrows também, e ficou na brita.

Gabriele Rumi, um dos sócios da Minardi, distribuiu o seguinte comunicado: "A Arrows, nosso adversário direto, como não tem mais condições de competir tecnicamente conosco, adotou o único modo possível: nos eliminar. Eu já havia manifestado minha preocupação antes da corrida e não estava errado." Enquanto Heinz-Harald Frentzen comemorava a vitória e a possibilidade de surpreender no fim do Mundial, seu companheiro de Jordan, o desinteressado Damon Hill, comentava sua prova: "Por distração, cortei a ignição, fazendo o motor morrer no pit stop." Ele fez sua parada na 34.a volta, quando era quinto, e acabou em décimo, 56 segundos atrás de Frentzen. Dos 57 pontos da Jordan no campeonato dos construtores, o que lhe dá o excelente terceiro lugar, Hill colaborou com sete.
A Williams é outra equipe de um piloto apenas, ainda que desta vez Alessandro Zanardi tenha realizado o seu melhor trabalho desde que retornou à Fórmula 1, este ano. O italiano esteve na terceira colocação até a 18.a volta, depois perdeu um pedaço do assoalho do seu carro, fazendo-o terminar em sétimo. Já Ralf Schumacher, hoje bem mais maduro, sem perder sua notável velocidade, conseguiu a segunda colocação no GP da Itália, o melhor resultado da Williams na temporada. "Se Zanardi não me tivesse deixado passar não teria sido segundo", afirmou, agradecendo o italiano. Ralf faria a melhor volta da corrida, na 48.a passagem, 1min25s579.A Williams está em quarto no campeonato dos construtores, com 30 pontos, todos conquistados por Ralf.
Nenhum jornalista italiano escreveu, mas todos comentavam em Monza, antes da largada, que a Ferrari depois que perdeu Michael Schumacher, este ano, começou a pensar já no ano 2000, daí a falta de competitividade nas últimas provas. Eddie Irvine chegou a dizer, sábado: "Nosso carro não evoluiu nas últimas etapas do Mundial." Desta vez o norte-irlandês não afirmou, mas com certeza pensou: "A McLaren sempre encontra um jeito de nos ajudar." Três horas antes da largada, tradicionalmente os pilotos se apresentam no grid para subir num caminhão aberto e percorrer todo o circuito, saudando a torcida. Hoje, quando Rubens Barrichello entrou na pista para acessar o caminhão, a torcida levantou, gritou seu nome e agitou bandeiras. "Essa será a minha nova casa", comentou, visivelmente emocionado. Ele terá de mostrar na pista a validade da sua contratação, mas parece já estar no coração dos italianos.

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