Budapeste, 15 (AE) - Jean Alesi desceu do carro da Sauber, hoje, a duas voltas do fim da prova, depois de uma pane no sistema de alimentação que lhe roubou o quinto lugar, e ao retornar para os boxes afirmou: "Vou respeitar o meu contrato com a equipe, mas minha decisão já está tomada: não permanecerei aqui." Ele deve ser um dos pilotos da Prost Grand Prix na próxima temporada. Peter Sauber lamentou a postura de Alesi: "Havíamos combinado de não divulgar nada até a corrida de Spa ou de Monza." * Giancarlo Fisichella e a Benetton disputaram na Hungria sua segunda melhor corrida do ano até agora. A primeira foi no Canadá, em que terminou em segundo. Ele estava em quarto até a volta 51, duas antes da programada para o segundo pit stop, quando o motor Supertec quebrou. "As modificações que realizamos no carro nos testes antes dessa prova o tornaram bem mais eficiente, estou confiante para as próximas corridas." Fisichella ainda tinha alguma dificuldade de visão hoje, depois de no sábado um cisco o obrigar a se deslocar até um hospital de Budapeste. * O príncipe nigeriano Malik, um dos sócios da Arrows, não viajou para a Hungria. Os ingleses publicaram que entre ele e seu sócio, Tom Walkinshaw, as relações já não são das melhores. Malik não estaria honrando alguns compromissos financeiros da equipe. Walkinshaw prometeu anunciar amanhã algumas mudanças na sua escuderia. * "Eu já perguntei à equipe se é o meu estilo de pilotar que provoca tantas quebras", disse Hoje Alessandro Zanardi, da Williams. "Eles dizem que não", afirmou. Nas 11 etapas disputadas até agora, o simpático bicampeão da Fórmula Indy concluiu apenas o GP de Mônaco, em que se classificou em oitavo, a duas voltas do vencedor, e o GP da Grã-Bretanha, 11.o lugar, na mesma volta de Coulthard, primeiro colocado. Hoje quebrou o diferencial. * O sistema de luzes no painel dos carros, em substituição à exposição de bandeiras por parte dos comissários de pista, deverá ser integrado na Fórmula 1 na próxima temporada. A responsabilidade da sinalização eletrônica será da empresa de TV digital que Bernie Ecclestone criou e onde já investiu cerca de U$ 180 milhões. Se tivesse em uso já, por exemplo, Michael Schumacher não teria tentado a ultrapassagem sobre Eddie Irvine em Silverstone, razão do seu acidente. A corrida já estava paralisada com bandeira vermelha. O acidente ocorreu no espaço de tempo entre a direção de prova decidir interromper a competição e avisar, via rádio, os postos dos bandeirinhas. Ao ver a luz vermelha acesa no painel Schumacher tiraria o pé do acelerador.

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