Notas do GP da Europa
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de setembro de 1999
Por Livio Oricchio 
Nurburg, Alemanha, 26 (AE) - Parecia que Alain Prost havia vencido um dos 51 GPs que ganhou na F-1, tal a sua alegria com o segundo lugar de Jarno Trulli, da Prost Grand Prix. O italiano contou detalhes da conquista: "O acidente na largada lançou detritos que atingiram minha mão e até entraram no capacete, fazendo com que eu tivesse de limpar meus olhos durante a primeira volta e perdesse uma posição, para Barrichello." "Que desilusão", disse Heinz-Harald Frentzen, da Jordan. Desde a largada até seu pit stop, (32.a volta), o alemão liderou a prova e, se vencesse, suas chances de ser campeão seriam grandes. Na saída do box, um problema de natureza elétrica, segundo a equipe, o obrigou a abandonar. "O melhor de tudo, porém, é que Pedro Paulo Diniz não sofreu nada no seu acidente, isso é o que realmente importa", afirmou. Ralf Schumacher, da Willliams, é, sem dúvida, uma das revelações da temporada, senão a principal. Hoje ele só não venceu em razão de um pneu estourado, a 16 voltas do fim. Ainda assim terminou em brilhante quarto lugar. "Quando eu penso que em vez de três poderiam ser dez pontos...". Ele lamentou o fato de ter de completar uma volta quase inteira, lentamente, e em apenas três rodas. "Daria ainda para chegar no pódio se o estouro fosse pouco antes da entrada dos boxes." Em Monza, Mika Hakinen chorou por causa do erro de pilotagem. Hoje foi a vez de Luca Badoer, da Minardi, em razão da quebra do câmbio. O italiano estava em quarto até a 13 voltas da bandeirada. Mas seu companheiro, o espanhol Marc Gené, conquistou um ponto com a Sexta colocação, o seu primeiro na F-1. Com o resultado, a Minardi está em décimo entre os construtores. Se terminar assim, ganhará o bonus da Formula One Administration nos deslocamentos transoceânicos, o que signfica a economia de alguns milhões de dólares. Para Ricardo Zonta, da BAR, o oitavo lugar de hoje, a uma volta dos líderes, foi o melhor resultado na F-1, mas não a sua melhor corrida. "Na áustria, por exemplo, fiz um trabalho superior." Como Hakkinen, o brasileiro trocou pneus para seco pelos de chuva no ínicio, o que se mostrou equivocado. "Não tenho experiência e na equipe ninguém orienta nada", disse, incomodado. No acidente da largada também, para não bater na Sauber de Diniz, na sua frente, freou forte e perdeu posições, segundo contou. "Meu ritmo de corrida era bom, não fosse esses dois fatores teria obtido uma melhor colocação." Errar e abandonar a corrida enquanto se está na lideraça é a sina dos pilotos da McLaren. Pois foi o que ocorreu hoje, de novo, quinze dias depois da falha de Mika Hakkinen, em Monza. Desta vez houve alternância. Coube a David Coulthard a tarefa, na 37.a volta. "Estou muito desapontado, é mais aceitável um erro quando se está à caça de alguém do que quando se está sozinho na liderança, peço desculpas a minha equipe", declarou o escocês. Talvez não haja precedentes na história da F-1 de um time em que seus pilotos tenham cometido tantas falhas, quando lideravam, como agora com a McLaren.


