O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, terá um dia repleto de disputas. Três categorias terão etapas hoje na pista londrinense. Valendo por categorias locais, acontecerão etapas do Campeonato Regional de Motovelocidade, a partir das 10h30, e a ''Três Horas de Londrina'', cuja largada acontecerá às 14h15. Entretanto, a principal atração do dia será a Superclassic, categoria disputada por carros antigos que iniciaram a história do automobilismo brasileiro. A largada para essa prova, que terá 30 minutos de duração, acontece às 12h45. O ingresso custa R$ 2.
Dentre os carros que participam da Superclassic estão DKW, Karmann-Ghia, Alfa Romeo JK, Puma, Passat, Chevette, Porsche Spyder, Fusca, Corcel, ''Zé do Caixão'', Dodge 1800, BMW, Fiat 147 e outros. A categoria permite carros fabricados até 1976, divididos em três categorias: motores originais até 1.400 cc, motores originais até 1.600 cc e os mais potentes, com motores de até 2.000 cc, não necessariamente originais.
Essa será a primeira vez que a Superclassic realiza uma etapa fora do Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A pista paulistana está sendo reformada para receber o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no dia 21 de outubro, o que obrigou os dirigentes da Superclassic a escolher outro autódromo para receber a sexta etapa da temporada 2007.
''O automobilismo em São Paulo é muito mal divulgado. A gente vive na maior cidade do País, que tem até uma etapa do Mundial de F-1, mas corre para arquibancadas vazias. Esta prova será um marco para todos nós. Nos disseram que o público pode chegar a 5 mil pessoas. Se isso acontecer, será o dia mais importante da história da nossa categoria'', ressalta o piloto Evaldo Luque, que é médico e disputa o campeonato desde 2004, ano de criação da categoria. Ele lidera a Divisão 3 com sua BMW fabricada em 1969 que passa dos 220 km/h nas retas de Interlagos.
''O paranaense é apaixonado por automobilismo e vai saber valorizar nosso show'', espera Marcelo Giordano, que corre de Fiat 147. ''E tenho certeza que saberemos retribuir com uma corrida emocionante, e também trazendo as pessoas para perto dos nossos carros. É uma forma de levar a história do automobilismo brasileiro a todo mundo, mas não com uma exposição estática, contemplativa. Nosso negócio é acelerar, e o pessoal vai ver isso muito de perto.''
O preparador de carros e piloto Luis Carlos Finotti está ansioso para disputar a primeira prova da Superclassic fora do autódromo paulistano. Ele disputará a etapa londrinense com um Fiat Topolino fabricado em 1938. ''Prefiro correr com carros antigos, que me trazem grandes lembranças. Meu pai também foi piloto (Luis Finotti, um dos criadores da Superclassic) e agora sigo seus passos'', diz.
Mesmo com tantos carros antigos na pista, os pilotos garantem que a disputa é para valer. ''É um trabalho de resgate da história, acima de tudo. Mas na hora em que os pilotos colocam o capacete, é corrida de verdade. Não se trata de um desfile, mas de competição braba, e das boas'', conclui o presidente da Associação dos Pilotos de Turismo Antigo (APTA), Alberto Reis, que correrá em Londrina com um Alfa Romeo JK 72.

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