Nos pênaltis, Espanha elimina Itália
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Demétrio Vecchioli<br>Agência Estado 
São Paulo - O jogo que o mundo esperava para ver vai acontecer no próximo domingo, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Nesta quinta-feira, a Espanha se garantiu na final da Copa das Confederações contra o Brasil ao passar pela Itália em um jogo técnico e bastante equilibrado na Arena Castelão, em Fortaleza. Os dois rivais europeus empataram em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação e a vitória espanhola veio nos pênaltis, por 7 a 6. Só Bonucci errou a batida. Jesus Navas converteu o gol decisivo.
A Espanha terá apenas 72 horas para descansar antes da final da Copa das Confederações, um dia a menos do que o Brasil. A decisão será neste domingo, às 19 horas, no Maracanã. O terceiro lugar será decidido entre Itália e Uruguai, também no domingo, na Arena Fonte Nova, em Salvador, às 13 horas.
Os primeiros dois minutos de partida enganaram. A Espanha deu a saída de bola, chegou duas vezes ao ataque, arriscou um chute a gol com Pedro e enquanto isso a Itália deu apenas três míseros toques na bola. Mas o que se viu a partir dali foi um jogo bastante diferente do esperado. Não que a Espanha não tivesse a posse de bola na maior parte do tempo (ao fim do primeiro tempo eram 62%), mas a Itália soube jogar muito melhor na base do contra-ataque.
Aos 3 minutos, por exemplo, a jogada foi no mano a mano, quatro contra quatro. Gilardino tocou da direita e Giaccherini mandou para fora. Aos 7, Maggio cabeceou para fora. Aos 14, Gilardino recebeu na área, desviou de primeira, mas mandou à esquerda do gol.
Quando o jogo já chegava a impressionantes oito chutes a gol da Itália contra só um da Espanha, a melhor chance da partida. Torres, então sumido, recebeu na área, girou como quis sobre Barzagli e bateu cruzado. Buffon ficou olhando a bola passar raspando a trave esquerda.
O ritmo do primeiro tempo, porém, não foi visto na volta do intervalo. Aos 39 minutos, a Espanha criou a única chance real de gol do segundo tempo. Torres carregou pelo meio e tocou para Navas, que rolou para o meio. Piqué apareceu como homem surpresa, mas chutou por cima.
Na prorrogação, os jogadores dos dois times voltaram com outra disposição para o tempo extra. Logo aos 2, a Itália acertou a trave de Casillas com Giaccherini Candreva criou a jogada pela direita e cruzou para Giovinco, que foi travado por Piqué. A bola sobrou para o lateral, que chutou muito forte. O goleiro só assistiu a trave balançar.
A Espanha respondeu rápido, mas viu as melhores chances caírem nos pés dos seus defensores. Duas das oportunidades foram de Piqué. Em uma, o defensor demorou demais para chutar e mandou por cima. Em outra, cabeceou mal e De Rossi salvou. Quando a bola caiu em Sergio Ramos, o defensor demorou a perceber e acabou errando. Na única jogada genial de Iniesta no jogo, Alba também mandou por cima do travessão.
No último ataque, quando a torcida (o tempo todo do lado da Itália) já pedia o fim do jogo, a Espanha quase fez. Em um contra-ataque quatro contra três, Navas rolou para Martínez, mas o volante tentou fazer de placa e furou.
Nos pênaltis, até a 13ª batida, todos os cobradores haviam tido tranquilidade. Bonucci foi o responsável por fugir à regra. Bateu alto demais, para fora. Aí a responsabilidade ficou para Jesus Navas, que bateu no canto direito e fez 7 a 6.
EM FORTALEZA
Espanha 0 (7)
Casillas; Arbeloa, Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Busquets, Xavi, Iniesta e David Silva (Navas); Pedro (Mata) e Fernando Torres (Martínez). Técnico: Vicente Del Bosque
Itália 0 (6)
Buffon; Bonucci, Chielini e Barzagli (Montolivo); Maggio, Marchisio (Aquilani), Pirlo, Candreva, De Rossi e Giaccherini; Gilardino (Giovinco). Técnico: Cesare Prandelli
Árbitro: Howard Webb (ING)
Estádio: Arena Castelão
Público: 56.083 pagantes


