A vontade de vencer, o revanchismo, não estão no espírito dos brasileiros apenas, que ainda não esqueceram a derrota por 4 a 2 para a Noruega, no ano passado, em um amistoso, em Oslo. Depois de dois empates e um futebol muito criticado, os jogadores noruegueses têm um desafio pessoal muito grande. ‘‘Estamos todos famintos por uma revanche’’, afirma o meia Havard Flo, que atua no alemão Werder Bremen.
Sem perder desde janeiro do ano passado, a Noruega precisa mais do que manter a invencibilidade. Tem vencer nada menos que a Seleção quatro vezes campeã mundial, amanhã, em Marselha. Com um empate, ficaria numa situação difícil, pois dependeria de um empate no outro jogo do Grupo A, entre Escócia e Marrocos, que também brigam pela segunda vaga.
Contra o Brasil, os noruegueses esperam corrigir os erros dos primeiros jogos e entrar com mais iniciativa para vencer. O técnico Egil Olsen não pediu nada de especial nos últimos treinamentos, apenas muito trabalho no campo. ‘‘Pedi que entrem em campo e joguem o melhor que puderem.’ O esquema tático deve ser o mesmo de sempre, um 4-5-1, com bolas longas e altas e, agora, com uma opção de toques curtos pelo meio.
Quanto ao time titular, algumas mudanças estão sendo estudadas, principalmente no meio-de-campo. Leonhardsen e Mykland, que não atuaram contra a Escócia por não serem fortes fisicamente e teoricamente não aptos para enfrentar os britânicos, estão praticamente confirmados na equipe. A volta de ambos tem como objetivo garantir um pouco mais de técnica ao setor.
DespedidaO homem que venceu a Seleção Brasileira no ano passado e que ironizou Zagallo há bem pouco tempo, pode fazer sua despedida do comando da Noruega exatamente contra os tetracampeões, amanhã, em Marselha. Se não conseguir a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Mundo, o polêmico Olsen deve entregar o cargo que ocupa há oito anos. ‘‘Esta partida será especial para mim justamente por isso’’, conta o treinador norueguês, que classificou o país duas vezes para a Copa do Mundo. ‘‘Pode ser minha última.’ O novo destino pode ser o Celtic, da Escócia.
Olsen, apesar de estar mais humilde, sonha repetir a vitória contra os brasileiros no ano passado, em Oslo. ‘‘O Brasil tem um time forte, mas não é invencível’’, disse.

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