France PresseConcentradoRonaldinho tenta esquecer os conflitos contratuais com o Barcelona Os noruegueses desconfiam tanto de sua seleção num confronto com os tetracampeões mundiais, hoje, às 15 horas (de Brasília), no Ullevaal Stadium, em Oslo, que apenas oito dos 16 jogadores convocados pelo técnico Egil ‘‘Drillo’’ Olsen apostam na vitória. O próprio Drillo prevê a derrota, por 1 x 0, seis jogadores acreditam no empate e dois estão indecisos. Apesar do aparente pessimismo dos adversários, líderes do Grupo 3 das eliminatórias européias e praticamente classificados para a Copa de 98, Zagalo acredita que a seleção brasileira encontrará dificuldades. ‘‘Vamos ter um ótimo teste para o Torneio da França’’, garante, que também prepara a equipe para a Copa América.
Invicta desde 1993, quando sofreu a última derrota, para a Alemanha, e líder do ranking mundial, a equipe principal do Brasil vai enfrentar um adversário retrancado, que marca forte e explora o jogo aéreo, como os ingleses, além de um campo muito ruim para os padrões europeus. A entrada do zagueiro Célio Silva, do Corinthians, no lugar de Aldair, pode ajudar a seleção a interceptar as bolas altas para a área. Célio Silva tem boa impulsão, a exemplo de Márcio Santos, seu companheiro de zaga por dois anos (91 e 92) no Internacional de Porto Alegre. ‘‘Pensei no Célio prevendo o jogo aéreo’’, admitiu Zagalo.
Zagalo vai observar com atenção o desempenho de Djalminha na função do 1. O objetivo do treinador é ver se o meia do Palmeiras consegue mostrar o mesmo talento diante da forte marcação dos europeus. Caso contrário, pode repensar a escalação e optar por Giovanni, do Barcelona, para a posição. Na defesa, apesar de jogar hoje, Célio Silva sabe que a vaga é do veterano Aldair. O jogador do Roma, da Itália, só perdeu a vaga por ter-se apresentado atrasado.
Apesar de o técnico da Noruega prometer ‘‘algumas surpresas’’, Zagalo desdenha. ‘‘O Brasil sempre é favorito’’, afirma. O adversário joga num esquema 4-5-1, concentrando a maioria dos jogadores no meio-de-campo e deixando apenas o atacante André Flo mais avançado. Com tantos homens atrás, o técnico Drillo acredita que poderá vigiar bem a dupla Romário-Ronaldinho.
No único jogo com o Brasil, empatou por 1 x 1, em 88, quando a equipe brasileira era dirigida por Carlos Alberto Silva. Dos jogadores brasileiros, os únicos remanescentes são o goleiro Taffarel e o atacante Romário. Mesmo sem marcar gol nos dois coletivos da seleção, o centroavante do Flamengo está otimista. ‘‘É sinal de que guardei tudo para essa partida’’, afirma.
Acostumado a enfrentar times europeus, Romário garante que o toque de bola é a melhor solução para superar a marcação e encontrar espaços na área adversária. ‘‘A gente não pode lançar bolas altas, porque os caras são grandes’’, ensina. Ao ser questionado a respeito da fórmula que o Brasil deve usar, o centroavante resumiu: ‘‘É só lançar a bola no 9 que ele resolve’’, disse, referindo-se a Ronaldinho.
Ronaldinho, abatido com os problemas contratuais com o Barcelona, preferiu não falar sua sobre transferência para o futebol italiano. ‘‘Quero ficar concentrado na seleção e só pensar na transferência depois da Copa América.’’
Edmundo teve ontem mais destaque no jornal VG do que as principais estrelas da seleção. Em página dupla, com uma foto imensa do craque do Vasco e o título ‘‘Dyret’’ (animal), a reportagem enumera o que chamou de ‘‘lista de méritos’’, na verdade os seus casos de indisciplina.Noruega
Grodás; Haland, Henning Berg, Ronny Johnsen e Skammelsrud; Leonhardsen, Mykland, Rekdal, Rudi e Strandli; André Flo. Técnico: Egil Olsen

mockup